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Covid-19 – Turismo. Harmonização de procedimentos, precisa-se!

Covid-19 – Turismo. Harmonização de procedimentos, precisa-se!

Paulo Brehm 10/08/2020 09:42

As medidas relevantes de controlo nas fronteiras deveriam ser harmonizadas e coordenadas/reguladas pela Organização Mundial da Saúde, pelas autoridades supranacionais como, no nosso caso, a União Europeia e, depois, pelos próprios países, designadamente quando têm sob a sua tutela regiões autónomas.

Sendo o turismo e os transportes, nas suas mais variadas vertentes, atividades económicas indissociáveis e há muito globalizadas, não se consegue compreender porque não são igualmente globalizados os procedimentos de entrada nos diversos países ou regiões, sobretudo no âmbito desta pandemia. 

Não faz qualquer sentido que profissionais das viagens e até os próprios viajantes tenham de percorrer uma miríade de fontes de informação e websites – uns menos desatualizados do que outros – para descobrir o que os espera à chegada (ou o que precisam de fazer antes de partir) ao destino que pretendem visitar. Basta ver o que se passa no nosso próprio país, onde para quem viaja à Madeira ou Porto Santo basta um único teste mas, se o destino for qualquer uma das nove ilhas açorianas, sete dias depois do primeiro teste, está obrigado a fazer um segundo… Esta confusão de procedimentos, ao sabor de cada Estado, região e até, diga-se de passagem, de cada companhia aérea, hotel ou o que seja, está simplesmente a minar o pouco negócio que, muito hesitantemente, vai surgindo. 

As medidas relevantes de controlo nas fronteiras deveriam ser harmonizadas e coordenadas/reguladas pela Organização Mundial da Saúde, pelas autoridades supranacionais como, no nosso caso, a União Europeia e, depois, pelos próprios países, designadamente quando têm sob a sua tutela regiões autónomas.

Exceções, claro está, deverão ser sempre acauteladas, mas o princípio deveria ser o da total harmonização de procedimentos.

Naturalmente, isto é tão verdade em relação às entradas nos países como nos mais diferentes componentes da oferta turística e nos transportes. As companhias aéreas, logo à cabeça, os aeroportos, os navios de cruzeiro, as unidades de alojamento, a animação, as agências de viagens, tudo deveria obedecer a um padrão harmonizado de procedimentos.
Só assim, enquanto durar esta crise pandémica – e, infelizmente, sou levado a acreditar que ela esteja para durar mais do que menos tempo –, podemos atingir um estado próximo da palavra-chave para a recuperação da atividade económica do turismo. Refiro-me à confiança, e este estado próximo será o da “confiança possível”; esta, porventura, dar-nos-ia a possibilidade de voltarmos a contabilizar viagens, visitantes, turistas, roomnights, refeições, tours, congressos, enfim… receitas, e falo tanto das nossas viagens como das quem nos visita – segura e infelizmente, não como antes, mas como possível. Infelizmente, no meio de todo este caos, estamos claramente aquém desse possível. Independentemente das visões e dos debates sobre uma alegada excessiva dependência do país relativamente ao turismo, a verdade é que este constitui uma das poucas atividades económicas que tem a capacidade de, uma vez posta em marcha, rapidamente recuperar a economia, o emprego e tudo o que de bom estes trazem para a sociedade. A uniformização não será o único parâmetro a melhorar mas é, certamente, um que não podemos, de todo, ignorar.

Consultor

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