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Beirute. Uma cidade traumatizada

Beirute. Uma cidade traumatizada

AFP João Campos Rodrigues 08/08/2020 12:39

A raiva cresce em Beirute, que enfrenta uma gigantesca explosão no meio de uma crise económica, de uma pandemia e de tensões sectárias.

Beirute, em tempos conhecida como Paris do Médio Oriente, juntou a devastação em redor do seu porto às cicatrizes da guerra civil. Cerca de 2,75 mil toneladas de nitrato de amónio, utilizado no fabrico de fertilizantes e explosivos, armazenadas no porto desde há seis anos, aparentemente esquecidas por negligência, rebentaram na terça-feira. Para os libaneses, a sensação é de maldição: a catástrofe surge quando enfrentavam uma brutal crise económica, com escassez de alimentos, pelo meio da segunda vaga da pandemia, enquanto as várias milícias libanesas tinham as armas apontadas umas às outras: esperava-se o veredicto de quatro membros do Hezbollah, acusados de assassinar à bomba o antigo primeiro-ministro Rafic Hariri.

«É avassalador», resume ao SOL Fadi El-Jardali, perito em Saúde Pública da Universidade Americana de Beirute. «É um cenário que poderemos nunca encontrar noutro lugar, que um país tão pequeno como o Líbano seja atingido por tantas crises tão trágicas e tão diferentes». Estima-se que tenha sido a maior explosão não-convencional da história, com uns 10% da potência da bomba atómica de Hiroshima, que fez mais de 150 mortos, com pelo menos outros cinco mil feridos. «E temos muitos desaparecidos», salienta El-Jardali.

Leia aqui o artigo na íntegra.

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