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José Cabrita Saraiva 31/07/2020
José Cabrita Saraiva
Opiniao

jose.c.saraiva@ionline.pt

Desta vez, Ventura devia ser deixado a marchar sozinho

O que sabemos, por enquanto, é que foi um ato chocante, indesculpável, em plena luz do dia, provavelmente motivado por uma discussão estúpida, que pôs fim à vida de um homem demasiado jovem, ainda para mais pai de três filhos. 

Nos últimos tempos temos visto muita gente desejosa de provar que existem racistas e racismo em Portugal e o homicídio do ator Bruno Candé veio dar-lhes justamente aquilo que queriam. Julgo, no entanto, que houve muita pressa em catalogar o crime como racista.

O que sabemos, por enquanto, é que foi um ato chocante, indesculpável, em plena luz do dia, provavelmente motivado por uma discussão estúpida, que pôs fim à vida de um homem demasiado jovem, ainda para mais pai de três filhos. Quanto às motivações e circunstâncias, julgo que continuam por esclarecer.

Os amigos do ator, familiares e outras pessoas decidiram juntar-se este sábado para prestar homenagem à vítima, numa ocasião em que seguramente se ouvirão muitas mensagens antirracismo e, possivelmente, algumas recriminações à sociedade portuguesa. Parece-me perfeitamente normal e legítimo.

Mas esta poderá não ser uma homenagem completamente pacífica, uma vez que André Ventura decidiu convocar para o mesmo dia uma espécie de contramanifestação de direita que pretende mostrar que Portugal não é um país racista. Considero isso um erro perigoso.

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