12/8/20
 
 
28 de julho de 1956. No Andrea Doria não morreram passageiros de primeira classe!

28 de julho de 1956. No Andrea Doria não morreram passageiros de primeira classe!

Afonso De Melo 29/07/2020 10:16

Os dias que se seguiram ao naufrágio do belo paquete italiano, com Nova Iorque à vista, tornaram-se uma espécie de luta de classes com acusações sérias sobre o comportamento da tripulação em relação aos passageiros com bilhetes mais baratos.

Nova Iorque estava ainda profundamente marcada pelo naufrágio do Andrea Doria. Um dos mais belos transatlânticos, construído em Itália, nos estaleiros de Ansalta, abalroara um navio de transporte, o Stockholm, de bandeiras sueca e americana, ao largo de Nantucket. Transportava 1200 passageiros e 500 tripulantes e uma quantidade enorme de obras de arte italianas para serem exibidas na Big Apple. Quarenta e nove pessoas morreram antes que chegassem as brigadas de salvamento.

Os dias que se seguiram foram de lamentos, de perguntas e de respostas difíceis. E de revolta profunda. Afinal, tal como o Titanic, o Andrea Doria era considerado um modelo de segurança e, afinal, adornou ao primeiro embate. Num abaixo-assinado, 90 dos sobreviventes do paquete, na sua maioria viajando em classe de turismo e em terceira, o que não era propriamente de admirar, declaravam que nunca se ouviu soar nenhum alarme e que todas as instruções dadas pela equipagem tinham sido exclusivamente em italiano, língua que muitos não entendiam. E, além disso, nunca tinham sido preparados para casos de emergência, pelo que culpavam o comandante por negligência. Malhas que as diferenças sociais tecem! Os passageiros de primeira classe foram os mensageiros da resposta ao defenderem acirradamente toda a tripulação e o seu comportamento durante a emergência.

Leia o artigo completo na edição impressa do jornal i. Agora também pode receber o jornal em casa ou subscrever a nossa assinatura digital.

Ler Mais

Iniciar Sessão
Esqueceu-se da sua password?

×
×

Subscreva a Newsletter do i

×

Pesquise no i

×