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José Cabrita Saraiva 27/07/2020
José Cabrita Saraiva
Opiniao

jose.c.saraiva@ionline.pt

O país onde há dinheiro para tudo e não há dinheiro para nada

Só me ocorre um epíteto para designar o chefe do Governo: o ‘Costa dos Milhões’, na linha do célebre António Augusto de Carvalho Monteiro, que mandou construir a Quinta da Regaleira, em Sintra, e que era tão rico que ganhou a alcunha de ‘Monteiro dos Milhões’

Quem ouvisse falar o primeiro-ministro e não conhecesse a realidade nacional diria que Portugal é um país riquíssimo. António Costa fala em milhões como se tivesse permanentemente à sua disposição uma carteira bem recheada onde o dinheiro nunca falta.

No debate do estado da nação, o PM falou de um reforço de 59 milhões de euros para instituições privadas de solidariedade social e de um “reforço adicional de mais 12 milhões de euros” para lares de idosos e afins. Para a digitalização das escolas, anunciou qualquer coisa como 400 milhões de euros. Poucos dias antes tinha prometido 300 milhões para o Algarve e noutra ocasião, há mais tempo, gabou-se dos milhões alocados para o combate à pandemia – salvaguardando sempre que, se necessário, esse montante poderia crescer.

Ao ouvir essas intervenções, só me ocorre um epíteto para designar o chefe do Governo: o ‘Costa dos Milhões’, na linha do célebre António Augusto de Carvalho Monteiro, que mandou construir a Quinta da Regaleira, em Sintra, e que era tão rico que ganhou a alcunha de ‘Monteiro dos Milhões’.

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