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Vítor Rainho 14/07/2020
Vítor Rainho

vitor.rainho@ionline.pt

Cerveja estragada e o mundo à seca

Devido ao grande consumo, as grandes cervejarias decidiram apostar em barris de 500 litros, já que não fazia sentido estarem constantemente a mudar de barril. E o que se passou com a pandemia? Sem consumo, essa cerveja de pressão começou a estragar-se, já que tem um prazo de validade inferior à de garrafa.

Até parece que já foi há uma eternidade: ir a uma cervejaria, género Portugália ou Trindade, e ver as imperiais a saírem umas atrás das outras e os clientes satisfeitos com a pujança das mesmas. Acontece que o consumo desenfreado obrigou as centrais de cerveja a optarem por barris muito maiores do que aqueles que o comum dos mortais tem em mente, os de 30 ou 50 litros. Devido ao grande consumo, as grandes cervejarias decidiram apostar em barris de 500 litros, já que não fazia sentido estarem constantemente a mudar de barril. E o que se passou com a pandemia? Sem consumo, essa cerveja de pressão começou a estragar-se, já que tem um prazo de validade inferior à de garrafa.

Num efeito de bola de neve, as cervejeiras foram obrigadas a deitar milhões de litros de sumo de cevada para o lixo. É assim em Portugal e um pouco por todo o mundo. E a cerveja acaba por ser um bom exemplo do que estamos a viver. Habituados ao grande consumo, estamos agora obrigados a repensar uma nova forma de vida. 

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