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Cabinda. Perseguição a ativistas no coração do petróleo angolano

Cabinda. Perseguição a ativistas no coração do petróleo angolano

João Campos Rodrigues 13/07/2020 08:30

A guerra entre Angola e a FLEC-FAC, cujos guerrilheiros foram filmados a cantar o hino português, serve de desculpa para perseguições, denunciam ativistas dos direitos humanos.

No disputado enclave de Cabinda, no norte, separado do resto de Angola pela República Democrática do Congo, vive-se um clima de terror, com abusos recorrentes e detenções arbitrárias, denunciam ativistas. Neste momento estão detidos três membros da União dos Cabindenses para a Independência (UCI), Maurício Gimbi, André Bônzela e João Mampuela. São acusados de colar panfletos com motes como “Abaixo as armas, abaixo a guerra em Cabinda”, “Viva a liberdade, viva o povo de Cabinda” e “Querermos diálogo, Cabinda não é Angola”, contou ao i o seu advogado, Arão Tempo.

Parece inócuo, um normal exercício da liberdade de expressão? Não para as autoridades angolanas, que enfrentam os independentistas da Frente para a Libertação do Enclave de Cabinda (FLEC-FAC), que baseiam as suas reivindicações num antigo tratado com o império português – há uns dias, os guerrilheiros enviaram vídeos a cantar o hino português ao site macaense Plataforma Media. É um conflito sem solução à vista, pois Angola conta com as reservas petrolíferas de Cabinda para enfrentar a sua brutal crise económica – estima-se que venha de lá entre 70% a 80% do crude angolano.

Para Maurício Gimbi, presidente da UCI, a perseguição judicial não é novidade: já enfrentou vários processos-crime por ultraje ao Estado angolano, tendo sido detido e libertado o ano passado, após liderar uma marcha contra “a colonização angolana de Cabinda”. Há duas semanas, a 28 de junho, quando Gimbi tentava apanhar um táxi no bairro de Cabassango, nos arredores da cidade de Cabinda, junto com o seu companheiro André Bônzela, acabou por ser surpreendido por agentes das forças de segurança, incluindo membros da Polícia de Intervenção Rápida.

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