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Marta F. Reis 13/07/2020
Marta F. Reis
Sociedade

marta.reis@ionline.pt

A linha da frente da resposta aos fogos

Ano após ano assistimos ao horror dos fogos, à vulnerabilidade de tantos homens e mulheres que combatem este flagelo da natureza, sim, mas também do mau ordenamento, de ações dolosas, da negligência, das dificuldades próprias das ocorrências ou da desarticulação operacional.

José Augusto Dias, subchefe dos Bombeiros de Miranda do Corvo, morreu no sábado à noite, cercado pelo fogo e pelo fumo na Lousã, a combater um incêndio às portas de Castanheira de Pera. No coração da tragédia de 2017, onde a paisagem continua a gritar o risco e não se esquece o medo. Ano após ano assistimos ao horror dos fogos, à vulnerabilidade de tantos homens e mulheres que combatem este flagelo da natureza, sim, mas também do mau ordenamento, de ações dolosas, da negligência, das dificuldades próprias das ocorrências ou da desarticulação operacional.

Tinha 55 anos, 39 de experiência, testemunharam os colegas. Era um dos da “linha da frente”, essa zona da resposta às ameaças da nossa vida coletiva que a pandemia que dominou os últimos meses fez recordar que é onde se ganham e perdem guerras, onde planeamento e meios contam, onde a experiência, coragem e resiliência são determinantes, mas também onde a imprevisibilidade se concretiza e o pior, infelizmente, pode mesmo acontecer. E onde desaguam as decisões de cima, das chefias intermédias, de quem coordena.

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