21/9/20
 
 
Festas perigosas. “É gente para quem a morte é uma abstração”

Festas perigosas. “É gente para quem a morte é uma abstração”

Dreamstime Pedro Almeida 10/07/2020 09:16

Seja em festas para contrair a covid-19 deliberadamente ou até mesmo o VIH, há jovens que procuram o perigo com a sensação de eterna juventude. Inconsciência e imaturidade são algumas das causas, revelam os especialistas.

“Só se é jovem uma vez e eu quero aproveitar”: é este o pensamento de grande parte dos adolescentes que procuram o prazer em festas ilegais – seja naquelas em que o objetivo é contrair a covid-19 deliberadamente ou até mesmo noutras em que os jovens se reúnem propositadamente para ter relações sexuais com pessoas infetadas pelo VIH. Em Portugal, ainda não foram conhecidas festas-covid com estes contornos mas, pelo mundo fora, não há quem as trave. E, nestes casos, segundo os especialistas, o que prevalece é a inconsciência, a imaturidade e a sensação de eterna juventude que os adolescentes têm. Ou até mesmo a adrenalina ou um pensamento mágico que lhes oferece um sentimento de que nada lhes toca. Ao i, o psiquiatra Júlio Machado Vaz sublinhou mesmo que, por vezes, “estamos a falar de gente para quem a morte é uma abstração”.

“Eles sabem que as pessoas morrem, que um dia também vão morrer, mas não têm essa sensação concreta. Na questão do VIH, há uma verdadeira erotização do risco, ou seja, dá-lhes pica. Grande parte deles não têm grande consciência de risco próprio e, portanto, a única coisa que os pode travar é a responsabilidade em termos sociais. Acho que têm a convicção de que não vão apanhar qualquer vírus. E, se apanharem, pensam que não vai ser tragédia nenhuma”, começou por dizer, relatando outros exemplos que aconteceram em estabelecimentos escolares.

Leia o artigo completo na edição impressa do jornal i. Agora também pode receber o jornal em casa ou subscrever a nossa assinatura digital.

Ler Mais

Iniciar Sessão
Esqueceu-se da sua password?

×
×

Subscreva a Newsletter do i

×

Pesquise no i

×