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SITAVA alerta que TAP "corre sérios riscos de perder cota de mercado" se não acelerar retoma

SITAVA alerta que TAP "corre sérios riscos de perder cota de mercado" se não acelerar retoma

João Amaral Santos 07/07/2020 17:35

O ministro da Economia admitiu que Turismo de Portugal e TAP estão a avaliar a possibilidade de se fazerem “outro tipo de rotas”, umas vez que o mercado se alterou, devido à pandemia.

O Sindicato dos Trabalhadores da Aviação e Aeroportos (SITAVA) alerta para o facto da TAP correr “sérios riscos de perder cota de mercado e não aproveitar as reservas que vão aparecendo” caso a retoma da atividade da companhia aérea não seja acelerada.

Depois de anunciado o acordo entre Estado e acionistas privados para a compra pelo Estado do capital de 22,5% que pertencia a David Neeleman por 55 milhões de euros (ficando com 72,5% do capital), o SITAVA considera que “as primeiras medidas urgentes a tomar são o regresso dos trabalhadores aos locais de trabalho, o fim do layoff, o lançamento de voos para venda, e ver, de novo, os aviões a voar”.

“É muito claro para todos nós que a TAP está atrasada na retoma. A percentagem de voos TAP em todos aeroportos nacionais está muito abaixo das outras companhias (…) É imperioso que a direção de “revenue & network” não insista em experimentalismos aventureiristas que dão sempre mau resultado”, refere o sindicato em nota enviada às redações.

No comunicado, e em relação ao futuro da TAP, o SITAVA refere-se ao plano de reestruturação da empresa no âmbito do empréstimo de até 1,2 mil milhões do Estado à companhia, defendendo “uma TAP forte e robusta, com a dimensão necessária para manter o hub de Lisboa, que garanta, por sua vez, a atividade plena em todos aeroportos nacionais, os postos de trabalho e assim continuar a contribuir para a economia nacional”, rejeitando a possibilidade de haver despedidmentos.

Turismo de Portugal e TAP discutem novas rotas. Entretanto, o ministro da Economia disse esta terça-feira que o Turismo de Portugal está a avaliar com a TAP a possibilidade de se fazerem “outro tipo de rotas”, umas vez que o mercado se alterou, devido à pandemia de covid-19.

“Estamos em diálogo com a empresa no sentido de, havendo menos atividade, com a frota que está inativa, seja possível utilizar parte da capacidade da TAP para servir alguns destinos que normalmente a TAP não serviria em função da lógica da sua rede”, disse Pedro Siza Vieira, na audição da comissão parlamentar de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação, na Assembleia da República.

“Neste momento, como o mercado está circunstancialmente alterado, julgo que há uma razão para que a TAP possa fazer outro tipo de rotas, mas isso é uma discussão que temos de ter com a empresa e que o Turismo de Portugal está a fazer”, acrescentou.

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