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Cinema. Oito filmes para recordar Morricone

Cinema. Oito filmes para recordar Morricone

Mariana Madrinha 07/07/2020 16:00

Escolher alguns filmes da carreira de Enio Morricone implica deixar de fora centenas de outros igualmente merecedores de enlevo. Recordamos oito bandas sonoras saídas do punho do maestro.

Por um Punhado de Dólares
Sergio Leone, 1964

Depois de se estrear nas longas-metragens em 1961 com O Fascista, de Luciano Salce, Morricone reencontra o seu antigo colega de escola Sergio Leone e os dois dão início à Trilogia dos Dólares, que vai popularizar o spaghetti western à escala mundial. Por um Punhado de Dólares foi o primeiro fruto desse reencontro.

O Bom, o Mau e o Vilão
Sergio Leone, 1966

Depois do segundo filme da saga – Por Mais Alguns Dólares (1965) – protagonizada por Clint Eastwood, Morricone põe um ponto final na história em O Bom, o Mau e o Vilão, com o maestro a apresentar composições que ficariam para a posteridade, como The Ecstasy of Gold. Já o duo Leone-Morricone sobreviveu, e por largos projetos, ao fim da trilogia.

Aconteceu no Oeste
Sergio Leone, 1968

O pó da Trilogia dos Dólares ainda não tinha assentado e o compositor estava de volta a mais um spaghetti western: Aconteceu no Oeste, um filme que coroou Leone, com argumento de Dario Argento e Bernardo Bertolucci. Aqui o pistoleiro (vilão) é Henry Fonda, que muito beneficia da eficaz banda sonora do maestro, que nos traz a inesquecível harmónica tocada por Charles Bronson.

Dias do Paraíso
Terrence Malick, 1978

Pelo seu trabalho em Dias do Paraíso, Enio Morricone recebe a primeira nomeação aos Óscares, no que viria a ser uma longa batalha com a Academia. Numa altura em que já era uma figura altamente requisitada no meio cinematográfico, Morricone foi o responsável pela melodia que embalou o triângulo amoroso interpretado por Richard Gere, Brooke Adams e Sam Shepard.

Era uma Vez na América
Sergio Leone, 1984

O crescendo da infância vivida à pressa nas ruas que depressa descamba no crime organizado foi contado com persuasão por Leone, neste que foi o último filme da sua carreira. O cineasta não poderia chamar outro que não Enio Morricone para dissecar em som o meio século que o filme abarca, entre o séc. XIX e os primeiros 30 anos do séc. XX.

A Missão
Roland Joffé, 1986

Mais uma nomeação para os Óscares (perdida para Herbie Hancock), naquele que ficaria como um episódio descrito como ingrato pelo próprio maestro. O tema Gabriel’s Oboe ficaria como um dos marcos da dura dicotomia entre os colonizadores espanhóis e as tribos nativas do Paraguai, no séc. XVIII. Uma luta protagonizada por Robert De Niro, Jeremy Irons e Liam Neeson.

Cinema Paraíso
Giuseppe Tornatore, 1988

Uma das películas recorrentes nas listas de filmes imperdíveis, parte da magia de Cinema Paraíso vem da teatralidade e extravagância, entrecortadas pela nostalgia que acompanha a trama, da banda sonora imaginada por Morricone. O filme do cineasta italiano Giuseppe Tornatore recebeu o Óscar de Melhor Filme Internacional.

Os Oito Odiados
Quentin Tarantino, 2015

Confesso admirador de Morricone, Tarantino já tinha recorrido ao maestro em filmes como Kill Bill (volumes 1 e 2), Sacanas Sem Lei ou Django Libertado. Em 2016, 11 anos depois de ter recebido um Óscar Honorário, Morricone é finalmente distinguido com uma estatueta pela banda sonora de Os Oito Odiados. Foi um dos pontos altos da noite.

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