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7 de julho de 1971. Elegia para um rapaz com bochechas de sacola

7 de julho de 1971. Elegia para um rapaz com bochechas de sacola

Afonso de Melo 07/07/2020 09:03

O funeral de Louis Armstrong, ou Satchmo, foi concorrido como poucos. Entre nomes inconfundíveis e simples apaixonados pelo seu trompete, a sua voz rouca e o seu sorriso inquebrável, fez-se homenagem a um wonderful world.

Gente a mais para um funeral pode não soar bem, mas faz sentido: não se fazem propriamente convites para funerais. Mas a família de Louis Armstrong, que morrera na véspera durante o sono, vítima de ataque cardíaco, aos 69 anos, estava com esse problema entre mãos. Toda a gente, com nome e sem ele, famosos e comuns, queriam ir dizer adeus a Satchmo, aquele rapaz que arrastara a juventude na pobreza das ruas de Nova Orleães e subira ao topo da escadaria da música do mundo com a sua voz rouca e o seu trompete mágico.

Carregar uma urna não é trabalho agradável, e muito menos divertimento. Mas perfilaram-se os candidatos: Frank Sinatra, Duke Ellington, Dizzy Gillespie, Johnny Carson na linha da frente. Um respeito profundo por aquele que espalhara um sorriso – Laughin’ Louie – a cada subida ao palco e, por vezes, saía dele com os lábios rasgados a feridas provocadas pelo trompete, seu irmão.

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