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Ultramar. Espreitando o futuro com África no Bom Jesus

Ultramar. Espreitando o futuro com África no Bom Jesus

Afonso de Melo 03/07/2020 10:22

Nunca tinha acontecido: nos treinos da seleção nacional que iria defrontar a Áustria havia oito jogadores ultramarinos. Os jornais perguntavam: “É para aqui que caminha o futebol português?” Hoje, todos sabemos a resposta...

Novembro de 1952: seleção nacional em estágio para o encontro com a Áustria, no Estádio das Antas. Local: São Jesus do Monte, em Braga. Responsáveis: Cândido de Oliveira, selecionador; Fernando Vaz, treinador; Moniz Pereira, preparador físico. Trabalhava-se duro, mas havia algo que chamava a atenção da imprensa e do público. Era inédito. “É curioso assinalar que, ontem, nos trabalhos da equipa nacional, tomaram parte nada menos de oito futebolistas do Ultramar português!” Ponto de exclamação.

Muitos anos antes, no dia 28 de novembro de 1937, Guilherme Espírito Santo, do Benfica, ficara para a posteridade: o primeiro jogador negro a entrar em campo com a camisola dos cinco escudos azuis ao peito, frente à Espanha, em Vigo. Espanha pela metade. Espanha franquista, apenas, mas, ainda assim, registou-se a vitória portuguesa que nunca houvera acontecido: 2-1. Foi a festa de um orgulho recuperado, ele que tantas vezes tinha sido ferido pelos espanhóis.

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