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Vítor Rainho 03/07/2020
Vítor Rainho

vitor.rainho@ionline.pt

Que tal fazer festas nos comboios de Sintra?

Para o Governo e algumas autarquias, não há perigo. Já para os profissionais de saúde, para o presidente da Câmara de Cascais e para o comum dos mortais, é óbvio que é perigoso andar em carruagens sobrelotadas.

É um clássico: quando as coisas correm bem, todos querem aparecer na foto. Por vezes, até fazem lembrar o famoso papagaio do pirata ou, numa versão mais recente, o emplastro. Quando a história começa a meter água, é vê-los a sacudir a água do capote. Costa e Marcelo, que disputam o concurso de quem aparece mais vezes na televisão, nem se deram conta de que estão a dar a imagem de Portugal à semelhança da Coreia do Norte. Quando há telejornais que abrem com o aniversário dos comandos, em que os espetadores ouvem o hino e veem o Presidente a homenagear o regimento, ficamos confusos. Mas, com Costa, a história não é muito diferente: onde quer que vá, merece sempre tempo de antena.

Esta semana, porém, ambos tentaram ficar calados acerca de uma das polémicas que mais tinta fizeram correr: a lotação dos transportes públicos é ou não um foco de propagação da covid-19? Para o Governo e algumas autarquias, não há perigo. Já para os profissionais de saúde, para o presidente da Câmara de Cascais e para o comum dos mortais, é óbvio que é perigoso andar em carruagens sobrelotadas onde as pessoas não cumprem os dois metros de distância e, em muitos casos, nem usam corretamente a máscara.

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