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Delegada de saúde: Dois dos infetados em festa ilegal de Lagos estão internados

Delegada de saúde: Dois dos infetados em festa ilegal de Lagos estão internados

Jornal i 16/06/2020 17:10

Delegada de Saúde espera que haja consequências para os organizadores. Duas crianças que não estavam na festa foram infetadas por familiares que participara no evento ilegal.

Duas das pessoas infetadas com covid-19 na sequência de uma festa ilegal em Lagos, no Algarve, estão internadas, confirmou a delegada regional de Saúde do Algarve, em conferência de imprensa.

"Dos casos confirmados estão duas pessoas de 39 e 27 anos internados no CHUA [Centro Hospitalar e Universitário do Algarve], em Faro. Quando se internam doentes covid é porque o seu estado clínico é preocupante", afirmou Ana Cristina Guerreiro.

A delegada regional de Saúde disse ainda que esperava "que se consigam atribuir responsabilidades e suas consequências legais" aos organizadores da festa, que ocorreu a 7 de junho no clube desportivo de Odiáxere.

"Fazer uma festa, fala-se em mais de 100 pessoas, com uma dimensão destas, num momento de pandemia, em que tem sido tão divulgada a necessidade de distanciamento social, de utilização de máscaras (...), eu espero que sim, que sejam atribuídas responsabilidades", frisou.

Sublinhe-se que até agora foram realizados mais de cem testes, tendo sido identificados 16 casos de contágio associados à festa ilegal. Dois dos infetados são duas crianças de 7 e de 12 anos, que não estavam no evento e que terão sido contagiadas por familiares.
Existem, ainda, cinco pessoas a aguardar resultados e pelo menos 10 pessoas a aguardar para fazer o teste, acrescentou aquela responsável, sublinhado que a maioria das pessoas envolvidas são "pessoas em idade ativa que trabalham em múltiplos locais".

A responsável revelou também que cinco pessoas estão a aguardar resultados e pelo menos 10 pessoas em espera para fazer o teste. Ana Cristina Guerreiro lembrou ainda que as participantes da festa são "pessoas em idade ativa que trabalham em múltiplos locais".

Admitindo que "é difícil obter provas e responsabilizações individuais", Ana Cristina Guerreiro referiu, no entanto, que gostaria que o ato "tivesse alguma consequência", pois quem fica a perder é o "Algarve e o país".

O presidente da ARS/Algarve também sublinhou que os promotores do evento deveriam ser alvo de consequências. "Não iremos responsabilizar as pessoas que estiveram na festa, mas quem organizou a festa eu penso que sim. Aí sim, devem existir consequências", afirmou Paulo Morgado, que deixou o apelo para que não se participe neste tipo de eventos.

 

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