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Inglês condenado a prisão por urinar num memorial a polícia morto

Inglês condenado a prisão por urinar num memorial a polícia morto

Jornal i 15/06/2020 16:30

O inglês declarou-se culpado de "desrespeito pela decência pública" no Tribunal de Westminster após se ter apresentado voluntariamente numa esquadra de polícia.

Andrew Banks, de 28 anos e residente em Essex, nordeste de Londres, foi esta sexta-feira, dia 15 de junho, condenado a 14 dias de prisão por urinar junto a uma placa de homenagem a um polícia morto durante um atentado terrorista em Londres em 2017.

O inglês declarou-se culpado de "desrespeito pela decência pública" no Tribunal de Westminster após se ter apresentado voluntariamente numa esquadra de polícia no domingo, dia 14. 

A fotografia de um homem de costas, vestido de calções escuros e 't-shirt', meias e ténis brancos a urinar junto ao memorial no sábado, à margem de protestos de ativistas extrema-direita, gerou uma onda de indignação, que levou a ministra do Interior, Priti Patel, a declarar o incidente "absolutamente assustador e vergonhoso" e condenou os confrontos causados por manifestantes, que atiraram garrafas e empurraram polícias. 

Na origem estiveram vários grupos de extrema-direita e de adeptos de futebol que se mobilizaram para proteger a estátua do ex-primeiro-ministro Winston Churchill, que tinha sido grafitada na semana anterior durante protestos anti-racismo. 

O procurador público, Michael Mallon, afirmou que Andrew Bnaks se deslocou ao centro de Londres no sábado para "proteger estátuas", mas que não conseguiu dizer quais. Andrew Banks alegou que bebeu 16 litros na noite de sexta-feira a sábado e que não tinha dormido. "Aceito o fato de estar bêbado e não saber onde urina", disse a juíza, Emma Arbuthnot. "A ironia é que, em vez de proteger os monumentos, você quase urinou num deles", acrescentou. 

O advogado de Andrew Banks, Stuart Harris, disse que o seu cliente "tinha vergonha das suas ações" e que sofria de problemas mentais.

O polícia Keith Palmer foi esfaqueado até a morte em março de 2017 por Khalid Masood, um britânico convertido ao islamismo que atropelou vários pedestres na ponte de Westminster antes de tentar entrar no perímetro do parlamento.

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