15/7/20
 
 
Sintra passou a ser o quarto concelho do país com mais casos de covid-19

Sintra passou a ser o quarto concelho do país com mais casos de covid-19

Marta F. Reis 03/06/2020 08:35

DGS assegura que está a ser dada uma resposta agressiva aos focos de contágio na grande Lisboa, onde além de surtos localizados continua a haver casos em que não é possível identificar cadeias de contágio.

A grande Lisboa mantém-se como principal foco de novos casos de infeção de covid-19, com a capital e os concelhos de Sintra, Amadora, Loures e Odivelas a registarem o maior número de novos casos, à medida que estão também a ser alargados os testes em várias empresas da região onde foram detetados surtos. Esta terça-feira, foram atualizados os dados relativos ao município de Sintra, onde desde o final da semana passada os novos casos não estavam a aparecer nos boletins da Direção-Geral da Saúde. Com cerca de 200 casos registados nos últimos quatro dias, num total de 1355 casos confirmados até ontem, Sintra passou a ser o quarto concelho a nível nacional com mais casos, ultrapassando municípios do norte mais afetados nos primeiros meses da epidemia, como Matosinhos (1281 casos) e Braga (1225). Lisboa mantém-se como o concelho com mais casos confirmados desde o início da epidemia, seguindo-se Vila Nova de Gaia e Porto, mas é agora na área metropolitana de Lisboa que se encontram mais casos ativos, com os números da região de Lisboa e Vale do Tejo a aproximarem-se mais da região norte, onde até ao início do desconfinamento, a 4 de maio, se tinham registado 60% dos casos de covid-19 no país – enquanto Lisboa tinha 24% dos casos. Agora, dos 32 895 casos confirmados até esta terça-feira, 51% distribuem-se pela região Norte e Lisboa e Vale do Tejo passou a representar um terço (34%) das infeções registadas no país.

No briefing diário, a diretora-geral da Saúde garantiu que está a ser dada uma resposta agressiva para conter os surtos na região, identificados em setores como construção civil e empresas de trabalho temporário na área da distribuição e limpezas. O secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, adiantou que o plano de testagem para detetar e isolar casos envolve dezenas de empresas, estando a ser concretizado pelo INEM, Autoridade para as Condições de Trabalho e Instituto Ricardo Jorge. Desde sábado, foram recolhidas 2000 amostras para análise. Ontem, foram confirmados 195 novos casos de covid-19 em todo o país, 158 na região de Lisboa, e as autoridades de Saúde disseram ser necessário esperar para perceber a evolução da situação, uma vez que as ações em curso só deverão ter impacto nas próximas duas semanas. Existem para já sinais positivos, assinalou Graça Freitas: por um lado, apenas 4% dos testes já feitos deram positivo e os infetados são maioritariamente trabalhadores jovens, pelo que não existe um aumento dos internamentos, com um progressivo alívio dos hospitais a nível nacional. Por outro lado, diminuiu o número de lares com surtos ativos.

Além dos focos localizados já identificados, onde se inclui também o parque industrial da Azambuja, Graça Freitas adiantou que tanto na grande Lisboa como na região norte, onde agora existe uma menor incidência de novos casos, continua a haver transmissão comunitária ativa, ou seja casos em que não é possível identificar as cadeias de transmissão. Na região centro, existem apenas focos localizados e no Alentejo e no Algarve os novos casos têm sido esporádicos. Também nos Açores e na Madeira não existe já transmissão comunitária, o cenário do início da epidemia em que todas as cadeias de transmissão eram identificadas e contidas.

Para esta quinta-feira está marcada uma nova reunião de avaliação da situação na região de Lisboa e Vale do Tejo, onde a reabertura de centros comerciais e lojas do cidadão foi adiada, enquanto no resto do país a terceira etapa de desconfinamento avançou a 100%, como estava previsto no início da semana. Sem se comprometer com luz verde para Lisboa no final desta semana, Graça Freitas sublinhou que o foco está numa estratégia de anéis de contenção para quebrar cadeias de transmissão, mas deixou o aviso de que os resultados não são imediatamente visíveis. “O que estamos a fazer hoje não se vê amanhã, há gente a incubar a doença e vamos ter as pessoas ativas na sua doença durante 14 dias”, disse a diretora-geral da Saúde.

Os municípios têm vindo a reforçar medidas. A União de Freguesias de Massamá e Monte Abraão comunicou esta terça-feira aos municípes que, após indicação da autoridade de Saúde local, a feira semanal do Monte Abraão, que estava previsto ser retomada no próximo sábado, vai continuar suspensa. ”Esta situação será acompanhada e feita uma reavaliação semanal, sempre em total consonância com as orientações das autoridades de saúde”, informou a Junta. Os serviços municipais de Sintra continuam também a desinfetar faixas de rodagem, passeios, mobiliário urbano, contentores, paragens e autocarros.

 

Ler Mais

Iniciar Sessão
Esqueceu-se da sua password?

×
×

Subscreva a Newsletter do i

×

Pesquise no i

×