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China. A lei de segurança poderá aplicar-se a Macau e a Hong Kong

China. A lei de segurança poderá aplicar-se a Macau e a Hong Kong

AFP Jornal i 02/06/2020 22:36

A lei que Pequim quer implementar em Hong Kong é semelhante à que já vigora em Macau, só que mais dura.  

Há muito que Macau é apontado por Pequim como bom aluno do modelo “um país, dois sistemas” - enquanto Hong Kong é sem dúvida o enfant terrible. Após meses e meses de protestos, durante o ano passado, os ativistas de Hong Kong acusam o Governo central de querer acabar com toda a autonomia de que desfrutam, ao aprovar um nova lei de segurança que pune a traição, sublevação e incentivo à secessão. Parte da lei já está em vigor em Macau, mas a situação legal poderá tornar-se ainda mais dura na antiga colónia portuguesa, caso Pequim o exija.

“Acho que o Governo de Macau vai seguir a lei que o Governo Central fizer para Hong Kong”, alertou o ativista macaense Jason Chao. Por exemplo, até agora não são proibidos os contactos entre associações ou partidos macaenses e Governos estrangeiros - algo que poderá muito rapidamente mudar, à semelhança do que Pequim quer para Hong Kong. “O Governo chinês quer criminalizar isto”, disse Chao, citado pela Lusa. 

Não se trata de especulação sem fundamento, atenção. Ainda na segunda-feira o chefe de Executivo de Macau, Ho Iat Seng, sinalizou que queria a “cooperação com as regiões vizinhas na criação de um mecanismo de prevenção e controlo conjunto, aumentando a consciência na prevenção de risco, da interferência externa e de influências negativas”.

Importa lembrar que Pequim tenta desde 2003 impor uma nova lei de segurança nacional a Hong Kong: na altura, recuou face a protestos massivos. Já Macau aceitou logo à primeira, em 2009. “A polícia de Macau troca informações com os seus homólogos em Guangdong”, a cidade chinesa do outro lado da fronteira da antiga colónia portuguesa, disse Au Kam-sun, uma deputada da oposição macaense. “Os cidadãos têm-se habituado a isso. Mas em Hong Kong a oposição seria enorme se fosse feito o mesmo, depois de toda a brutalidade policial o ano passado”, explicou ao South China Morning Post.

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