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CIP. Quase metade das empresas quer manter regime de teletrabalho

CIP. Quase metade das empresas quer manter regime de teletrabalho

Sónia Peres Pinto 01/06/2020 18:52

Cerca de 60% das empresas admite ainda não recebeu financiamento, revela inquérito. 

Mais de 90% das empresas adotaram o teletrabalho devido à pandemia covid-19 e quase metade pretende mantê-lo no futuro. A conclusão é de um  inquérito divulgado pela Confederação Empresarial de Portugal (CIP) e indica ainda que, quase metade das empresas inquiridas (48%) disse que tem intenções de manter situações deste  regime de forma permanente, enquanto 52% não pretende adotar este regime no futuro.

Os resultados mostram ainda que 59% das empresas consideram que se deve voltar ao regime de teletrabalho constante do Código do Trabalho “logo que possível”, ou seja, seguindo a regra de que este regime exige o acordo entre empregador e trabalhador.

O vice-presidente da CIP, Rafael Campos Pereira, considerou que, “por enquanto, a CIP não vê necessidade de rever o que está previsto no Código do Trabalho”, salientando que “ainda é cedo para se tirarem conclusões” sendo precisa uma “reflexão mais aprofundada”.

As empresas que pretendem adotar o teletrabalho no futuro preferem fazê-lo de forma parcial, já que metade considera preferível ter situações de teletrabalho apenas em dois ou três dias da semana.

Por outro lado, o documento revela que 22% das empresas preferem manter o teletrabalho em todos os dias da semana, excetuando idas pontuais à empresa.  Já a aceitação do teletrabalho por parte dos trabalhadores foi, em 57% dos casos, elevada ou muito elevada, avança ainda o documento.

A maioria das empresas (62%) que responderam ao inquérito não tinham experiência prévia de teletrabalho, mas em 86% dos casos os processos internos foram facilmente executados.

Sobre a produtividade, 43% das empresas consideram que se manteve inalterada durante a prestação em teletrabalho, 16% dizem que piorou e 10% que melhorou, com 31% das empresas a responderem que ainda é cedo para avaliar.
A redução de custos de funcionamento/custos das instalações e a motivação dos trabalhadores são as principais vantagens do teletrabalho, assinaladas por 27% e 26% das empresas, respetivamente.

Sobre as desvantagens do teletrabalho, as empresas referem sobretudo a dispersão dos trabalhadores com atividades domésticas e familiares, com 43% de respostas, seguida da falta de comunicação entre equipas (30%).

Apoio aquém do desejado

Mais de metade das empresas portuguesas que recorreram às linhas bancárias de financiamento de apoio devido à crise ainda não receberam os fundos. O estudo apontou que 37% das empresas inquiridas responderam ter solicitado financiamento de apoio à crise provocada pelas medidas adotadas para travar a epidemia do novo coronavírus. Ao todo, 15% das empresas respondeu que ainda não pediu financiamento mas pensa vir e pedir e enquanto 48% não pediu não pensa fazê-lo.

Segundo o inquérito, 78% das empresas considera que os programas do Governo de apoio às empresas está aquém ou muito aquém do necessário, segundo os dados do estudo relativos à semana de 25 de maio. Quanto aos apoios da União Europeia, 51% dos responsáveis das empresas considera que não são adequados.

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