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Nove das 14 crianças internadas na Estefânia já tiveram alta clínica

Nove das 14 crianças internadas na Estefânia já tiveram alta clínica

Pool/Lusa jornal i 01/06/2020 15:04

Graça Freitas sublinha que houve uma "evolução favorável" na condição das 14 crianças que estavam internadas na D. Estefânia, na semana passada, duas das quais estavam nos cuidados intensivos. Atualmente, apenas cinco ainda se encontram no hospital pediátrico, uma delas apesar de "estável" ainda está na unidade que obriga a uma maior vigilância.

Segundo o balanço diário da conferência da Direção-Geral da Saúde (DGS) sobre o novo coronavírus, foram confirmados mais 14 mortos e 200 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas. A taxa de letalidade global no país é de 4,4% e nos doentes com mais de 70 anos de 17,2%. 

Foram abordados vários assuntos por parte da Secretária de Estado Adjunta e da Saúde, Jamila Madeira, e pela Diretora-Geral da Saúde, Graça Freitas. Em relação ao aumento significativo de casos na região de Lisboa e Vale do Tejo, a Secretária de Estado Adjunta e da Saúde admite existir "alguma evolução" o que levou a uma intervenção por parte do Governo na tentativa de controlar a evolução do número de casos, através da testagem em massa, em especial em algumas profissões de risco. 

"Há um esforço fundamental em curso, nesta articulação de todas atividades no terreno, com uma forte intervenção do INEM, do INSA e de todos os laboratórios que connosco têm colaborado desde o primeiro dia e que permitem uma capacidade de testagem até 7 mil testes diários, o que significará uma capacidade de até 49 mil testes só nesta semana", explicitou Jamila Madeira, que deixou ainda um apelo ao dever civíco dos portugueses que vivem nesta região: "É imperativo desconfinar com segurança e distância social para que consigamos seguir em frente com bons resultados de Saúde", disse. 

"Só fomos capazes de dar uma resposta forte à contenção da propagação deste vírus, porque fomos capazes de, coletivamente, assumir este determinante compromisso cívico de sermos responsáveis nas nossas atitudes e comportamentos, por nós e pelos outros", acrescentou.

Jamila Madeira pediu ainda que "quando sair para trabalhar, quando escolher a sua esplanada, quando escolher a sua praia, quando estiver na fila de compras, cumpra as regras de higiene, distanciamento social e proteção. Só assim conseguiremos ultrapassar este problema". 

No dia em que se celebra o dia Mundial das Crianças, a diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, voltou a apelar à vacinação dos mais novos. "A última coisa que queremos é ter surtos de outras doenças", disse. “Queremos também dizer que as crianças têm direito a brincar, a aprender, a divertir-se e tudo isto pode ser feito em segurança. As crianças podem ser levadas a fazer jogos ao ar livre, a ir à praia, a conviver com os mais velhos, desde que mantenham a etiqueta respiratória, a distância física, a máscara e aprendam a demonstrar afetos de outra forma", acrescentou.

Ainda sobre as crianças, a diretora-geral da Saúde afirma que das 14 crianças que estavam internadas no Hospital Dona Estefânia, em Lisboa. Atualmente, estão apenas cinco, das quais uma está nos Cuidados Intensivos. "Houve uma evolução favorável", afirmou.  

No que toca aos funcionários que trabalham em creches, junto dos mais novos, Graça Freitas afirma que os testes "são uma fotografia tirada num determinado momento a uma determinada população" e que as educadoras têm "uma responsabilidade acrescida de se protegerem nos seus comportamentos", para "garantirem segurança às suas crianças". 

Sobre o regresso da I Liga na quarta-feira, Graça Freitas apelou à responsabilidade individual dos portugueses. "A lotação dentro dos estádios não tem a ver só com o número de pessoas , mas com as comemorações e as entradas e as saídas. O parecer da DGS indica que não deve haver ajuntamentos nas imediações dos estádios", disse. "O vírus está a circular. Ele não desapareceu", alerta a diretora-geral da Saúde. 

Questionada sobre a imunidade coletiva, Graça Freitas afirma que a doença ainda tem "poucos meses" e que apesar de existirem pessoas com anticorpos, não é possível averiguar qual o nível de anticorpos protetores. "Ainda temos de aprender muitas coisas", afirmou a diretora-geral da Saúde. 

 

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