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Empresários de hotelaria tentam travar reembolsos da Booking

Empresários de hotelaria tentam travar reembolsos da Booking

Jornal i 31/05/2020 14:39

A AHP está preocupada com devolução imediata, feita pela Booking, aos clientes dos montantes das tarifas não reembolsáveis – na sequência de cancelamento por motivo de “força maior” – sem acautelar o delay criado pela lei portuguesa e a emissão de vouchers.

A Associação da Hotelaria de Portugal (AHP) reuniu com representantes da Booking em Portugal para manifestar a preocupação dos seus associados em relação aos cancelamentos de reservas em hotéis por motivo de “força maior” levado a cabo pela paltaforma.

Em causa, estão várias queixas de associados da AHP face à devolução imediata, feita pela Booking, aos clientes dos montantes das tarifas não reembolsáveis, sem acautelar o delay criado pela lei portuguesa e a emissão de vouchers, uma situação que, segundo a AHP, “penaliza, e muito, os empresários da hotelaria”.

A associação defende a necessidade “de ser assegurado, sempre, que ao cliente seja aberta em primeiro lugar a hipótese de reagendar a estada ou de ser emitido um voucher pelo hotel”, apresentando ainda como alternativa "a criação de uma conta corrente com os hotéis/alojamentos parceiros, relativamente às devoluções que eles forem fazendo aos clientes e ir abatendo esse crédito aos alojamentos nas reservas/estadias futuras” ou “alargar prazos para debitar as devoluções aos hoteleiros de 60 a 90 dias (que a Booking diz ser o prazo médio atual) para 150 a 180 dias”.

Segundo a AHT, os representantes da Booking ficaram de apresentar as suas propostas e responder a estas sugestões no prazo máximo de 2 semanas.

Raul Martins, presidente da AHP, considera que “ uma das maiores preocupações prende-se com a tesouraria , porque esta crise chegou na pior altura do ano. A grande maioria dos hoteleiros saía da época baixa com a sua tesouraria no limite do esforço, que a época alta viria aliviar, e por isso terá muita dificuldade em fazer face às devoluções exigidas pela Booking e outras OTAs. E não nos esqueçamos que estamos perante tarifas não reembolsáveis, pelo que o dinheiro já tinha sido recebido e gasto”.

O mesmo responsável conclui que “não queremos abrir uma guerra jurídica com a Booking, que em nada ajudará a encontrar uma solução favorável a todas as partes. O foco tem de estar na preservação da reputação da marca Portugal e de todo o goodwill que o Turismo e os seus players ganharam ao longo dos últimos anos. Fundamental mesmo é que haja solidariedade entre todos os operadores, caso hoje se exija que os hotéis devolvam imediatamente estes montantes, estes entrarem em incumprimento e virem a ser insolventes.”

 

 

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