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TAP. Depois de críticas já admite ajustar plano de rotas

TAP. Depois de críticas já admite ajustar plano de rotas

Sónia Peres Pinto 27/05/2020 19:48

Comissão executiva da empresa quer ter “serviço mais próximo a partir de todos os aeroportos nacionais onde a TAP opera”. 

A TAP vai rever o plano de voos previsto ara junho e julho para ter em conta o Aeroporto Francisco Sá Carneiro. Esta alteração por parte do conselho de administração surge depois das várias críticas a que tem sido alvo. “A companhia está empenhada e vai de imediato colaborar com todos os agentes económicos, nomeadamente associações empresariais e entidades regionais de turismo, para viabilizar o maior número de oportunidades, adicionar e ajustar os planos de rota anunciados para este momento de retoma por forma a procurar ter um serviço ainda melhor e mais próximo a partir de todos os aeroportos nacionais onde a TAP opera”, disse, em comunicado. 

As vozes críticas em relação ao plano inicial de voos foram várias. Desde Marcelo Rebelo de Sousa, a António Costa, Rui Rio e Rui Moreira. O primeiro-ministro chegou a admitir que “não tem qualquer credibilidade qualquer plano de rotas definido” pela companhia aérea de bandeira, “sem a prévia informação sobre a estratégia definida pela República Portuguesa”, disse no Twitter. 

Já o Presidente da República garantiu que estava a acompanhar “a preocupação manifestada por vários partidos políticos e autarcas relativamente ao plano de retoma de rotas da TAP, em particular no que respeita ao Porto”.

Também Rui Moreira acusou a empresa de aviação de “impor um confinamento ao Porto e ao norte”, enquanto Rui Rio considerou que a TAP estava a assumir-se como uma transportadora aérea regional, confinada à antiga província da Estremadura e, como tal, defendeu que não podia ter os apoios de uma empresa estratégica nacional.

Em causa estava o facto de a companhia aérea ter incluído apenas três novas ligações ao Aeroporto Sá Carneiro (Paris, Luxemburgo e Madeira) nos planos de voo para os meses de junho e julho, embora tenha previsto a retoma de 27 ligações semanais em junho e 247 em julho (a esmagadora maioria das quais de e para Lisboa).

Mas as críticas não ficaram por aqui. Mesmo de Lisboa vieram críticas. “O plano da TAP deve ser profundamente reformulado, de forma a estabelecer ligações diretas a outros aeroportos nacionais, nomeadamente Porto, Faro e Funchal, libertando, assim, a capacidade no aeroporto de Lisboa para tráfego de interesse turístico, em vez de concentrar toda a operação no ‘hub’ de Lisboa”, defendeu Vítor Costa, presidente da Entidade Regional de Turismo da Região de Lisboa.

Recorde-se que a operação da TAP está praticamente parada desde o início da pandemia, à semelhança do que aconteceu com as restantes companhias aéreas, prejudicadas pelo confinamento da população e pelo encerramento de fronteiras para mitigar a propagação da doença provocada pelo novo coronavírus.

Ainda esta terça-feira, o grupo parlamentar do PS entregou no Parlamento, um pedido de audição urgente do presidente da TAP, Miguel Frasquilho, para esclarecer a “desproporção grande” entre as rotas com origem em Lisboa e as que partem do Porto.

O conselho de administração  decidiu voltar a prolongar o período de layoff dos trabalhadores até final de junho, justificando com as restrições à mobilidade e a operação reduzida prevista para esse mês.

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