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José Cabrita Saraiva 27/05/2020
José Cabrita Saraiva
Opiniao

jose.c.saraiva@newsplex.pt

Da tragédia britânica à novela de Cummings

Segundo dizem as más línguas, também Cummings é um homem sem princípios que se rege exclusivamente em função da sua ambição pessoal. Entre as suas façanhas encontra-se ter orquestrado a campanha do Brexit.

Dominic Cummings, o assessor ou mesmo a eminência parda do primeiro-ministro britânico – há quem lhe chame, com piada, “o Rasputine de Boris” –, é uma figura que parece saída de House of Cards, a excelente série em que Kevin Spacey interpretou brilhantemente Frank Underwood, um político maquiavélico disposto a tudo para conquistar o poder.

Segundo dizem as más línguas, também Cummings é um homem sem princípios que se rege exclusivamente em função da sua ambição pessoal. Entre as suas façanhas encontra-se ter orquestrado a campanha do Brexit e, de certa forma, manipulado o povo britânico de forma a votar pela saída do Reino Unido da União Europeia.

A responsabilidade pelo Brexit, a par do enorme poder que conquistou e das alegadas falhas de caráter, fazem dele um dos homens mais odiados do momento. Derrubá-lo tornou-se para muitos uma espécie de imperativo moral. E um destes dias apresentou-se a desculpa perfeita. Apesar das instruções do Governo para que os cidadãos ficassem em casa, Cummings não só saiu da sua como se sentou ao volante do seu jipe e percorreu cerca de 400 quilómetros para visitar os pais. Ainda por cima, exibia sintomas de covid-19 – ou seja, arriscou infetar os próprios progenitores.

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