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Jorge Mendonça. O homem que fazia esquecer Wyatt Earp...

Jorge Mendonça. O homem que fazia esquecer Wyatt Earp...

Afonso de Melo 26/05/2020 09:37

Os três irmãos Mendonça jogaram juntos no Braga. Mas Jorge era especial. E foi uma figura única no Atlético de Madrid, ganhando o campeonato.

A história dos irmãos Mendonça tem algo da saga dos Earp, lá no tempo do Tiroteio no O. K. Corral, em Tombstone, Arizona. Os Earp eram mais em quantidade: havia Wyatt, o protagonista, e os secundários Virgil, Morgan, James e Warren. Os Mendonça eram só três, Jorge, Fernando e João. Jogaram juntos no Braga e eram como uma atração circense. Qualidade a rodos, imaginação infindável, golos atrás de golos.

Jorge Alberto Mendonça Paulino foi o Wyatt Earp dos Mendonça. Nasceu em Luanda no dia 19 de setembro de 1938, veio ainda muito jovem para Évora, viu os irmãos vestirem a camisola do Lusitano, dava uns pontapés à solta no Colégio Salesiano da cidade, veio prestar provas nos juniores do Sporting e ficou em Lisboa porque a sua categoria não enganava ninguém. Tinha 17 anos na altura. Não podia jogar como profissional, e andar a fazer peladas com miúdos era de menos para a sua qualidade. Foi para Braga, para onde se tinham mudado Fernando e João. No dia em que cumpriu o 18.o aniversário entrou na equipa principal. Ele, um homem principal.

Os irmãos Mendonça passaram a ser figuras de cartaz, como Tom Mix ou Buffalo Bill. Na segunda época em Braga, Jorge e Fernando receberam uma oferta convidativa: jogarem as seis últimas jornadas do campeonato espanhol pelo Deportivo La Coruña, que estava em risco de descer. As regras da federação espanhola eram inequívocas: só dois estrangeiros por equipa. João ficou em Braga.

Jorge Mendonça era especial. Os irmãos também o reconheciam. Os jogos que fez pelo Corunha encantaram os adeptos espanhóis. O Atlético de Madrid agiu com presteza e contratou-o. Jogaria ao lado de gente tão famosa como Jones, Abelardo, Aragonés, Peiró e Collar. Não se atrapalhou. O futebol era, para ele, algo de fácil, natural. Tal como o golo. E não esteve nem aí para a chegada de Vavá, o brasileiro campeão do Mundo nesse ano de 1958. Era Mendonça e bastava. Ou melhor: já era Mendonza, como os espanhóis o tratavam.

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