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CIP. Quase 70% das empresas ainda à espera do financiamento bancário

CIP. Quase 70% das empresas ainda à espera do financiamento bancário

Sónia Peres Pinto 25/05/2020 18:07

Mais de 40% das empresas suspendeu ou cancelou investimento previsto para este ano. 

Cerca de 68,8% das empresas que pediu financiamento bancário, ao abrigo das linhas de crédito com garantia do Estado, ainda estão à espera da verba. A conclusão é de um estudo realizada pela Confederação Empresarial de Portugal (CIP). A entidade liderada por António Saraiva diz ainda que a procura excede o montante de financiamento disponível. “A linha tem um montante de 6,2 mil milhões. As candidaturas ultrapassam os 10,5 mil milhões de euros. Facilmente se constata que há empresas que não vão aceder à linha se ela não for aumentada”, revela.

O presidente da CIP diz ainda que  a maioria das empresas que ainda não teve financiamento bancário são micro ou pequenas empresas com “pedidos de 20 ou 30 mil euros que as ajudaria a enfrentar dificuldades em que se encontram”.
E 80% das empresas considera que os programas de apoio estão aquém ou, até mesmo muito aquém, do que necessitam.

Já em relação ao valor a investir, o inquérito revela que só 18% das empresas mantém a intenção de manter os investimentos previstos para este ano. Já 42% das empresas empresas tem intenção de suspender ou cancelar totalmente todos os investimentos, enquanto as restantes (40,3%) vão manter parcialmente o investimento previsto. 

São as pequenas e micro empresas que referiram que vão suspender ou cancelar totalmente os investimentos. Na sua maioria, iriam investir no reforço da capacidade produtivo ou na modernização das instalações, algo que já não irá acontecer, pelo menos para já.

A decisão de cancelar ou suspender os investimentos deve-se essencialmente à redução de encomendas e também à falta de perspetivas económicas.

Cerca de 82% das empresas pretende recorrer a instrumentos de capitalização (as empresas podiam escolher até três instrumentos de apoio) – fundo perdido, capital de risco e instrumentos quase-capital. 

Em relação ao recurso ao layoff simplificado, o número de empresas que já aderiu, reduziu ligeiramente na semana de 18 de maio. Mas cerca de 52% das empresas não pensa em pedir. 

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