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Covid. A app que pode ajudar a perceber se estivemos perto de alguém infetado

Covid. A app que pode ajudar a perceber se estivemos perto de alguém infetado

DR Ana Teresa Banha 25/05/2020 08:30

Um grupo de investigadores desenvolveu uma aplicação de rastreamento da covid-19. Admitindo que não é a solução para todos os problemas, o responsável do projeto explicou ao i como pode esta app ajudar na mitigação.

Uma aplicação que não vigia passos, mas diz se há cruzamentos com pessoas infetadas: este pode ser um dos contributos de Portugal para o combate ao vírus, mas ainda falta percorrer um longo caminho. Há quase cinco meses que, todos os dias, são registados novos casos de pacientes com covid-19. A doença espalhou-se pelos cinco continentes e, embora os números diários de novos infetados não se aproximem hoje dos quatro dígitos em Portugal, há países onde o drama atinge uma intensidade devastadora – como o Brasil, que na última sexta-feira registou quase 21 mil novos casos de doentes infetados com o novo coronavírus. Enquanto os laboratórios trabalham para encontrar uma vacina, há outros projetos em marcha para evitar a propagação da doença. Por todo o mundo têm vindo a ser desenvolvidas aplicações de rastreamento da covid-19 – e Portugal não é exceção.

O Instituto de Engenharia de Sistemas e Computadores, Tecnologia e Ciência (Inesc Tec) começou a desenvolver no final de março uma aplicação que, apesar de “não ser a solução” para a doença, como assume ao i o coordenador do projeto, é uma forma de mitigar e prevenir a sua propagação – tal como o uso de máscaras ou o distanciamento social.

Com o apoio do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto (ISPUP), e seguindo as diretrizes da Organização Mundial da Saúde (OMS), o projeto Stayaway Covid está agora em fase de testes, esperando o coordenador, Rui Oliveira, que “do ponto de vista técnico, esteja disponível até ao final do mês ou início de junho”.

Esta fase embrionária está também a ser acompanhada pela Comissão Nacional de Proteção de Dados (CNPC) e pela Comissão Nacional de Cibersegurança (CNCS) que, terminada a fase de testagem, irão emitir os pareceres necessários para que o projeto possa ser posto em prática e, com o apoio do Governo, dar os primeiros passos nos smartphones dos portugueses. Ao i, o investigador responsável pelo projeto garante que é fundamental o apoio governamental para que o projeto possa crescer, já que “nestas coisas não há terceira alternativa: ou se apoia ou não”.

O projeto segue as diretrizes da OMS no que diz respeito ao tempo de exposição ou distância entre duas pessoas considerada para risco de infeção. E a tecnologia a utilizar foi pensada com todo o cuidado: à semelhança do que está a acontecer noutros pontos do globo, o Bluetooth foi a opção escolhida pelos investigadores. A cooperação entre países neste tipo de projetos tem vindo a crescer e, no mês passado, a Google e a Apple anunciaram que iam desenvolver ferramentas para uma melhor utilização do Bluetooth, de forma que todos os países pudessem, a partir de cada uma das suas aplicações, trabalhar em conjunto.

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