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Farta Brutos. O coração do sr. Oliveira continua a bater-lhe fora do peito...

Farta Brutos. O coração do sr. Oliveira continua a bater-lhe fora do peito...

Afonso De Melo 22/05/2020 09:38

Na Travessa da Espera, no Bairro Alto, o sr. Oliveira tornou-se uma instituição. Encontrei-me lá, durante 20 anos, com gente de todas as profissões em tertúlias que se prolongavam pelas madrugadas sob a paciência infinita do patrão e do Ramiro. Em Uma Mesa Portuguesa, reencontrei a sua história. E bateu uma saudade...

Um destes dias, entrando no Bairro Alto, ao subir a Travessa da Espera ouvi chamarem por mim. Era o Rogério. Rogério filho do sr. Oliveira, Francisco Rego de Oliveira, para nós, o Oliveira do Farta Brutos. Tinha um livro para me dar. Um livro de histórias e de memórias. Fez o favor de mo oferecer, como fez também o favor de me colocar na lista dos clientes ilustres daquela casa ilustre, eu que nada tenho de ilustre, embora goste de ilustrar, com letras, os momentos que a memória guarda, e do Farta Brutos guardou muitos e bons.

Vivi uns anos na Travessa da Espera, a pouco mais de cem metros da porta do Farta Brutos. Entretanto, o sr. Oliveira achou que tinha mais que fazer noutro lugar longe do Bairro Alto e até do planeta inteiro, e foi-se. Tal como já tinha ido o Ramiro, seu braço-direito, uma daquelas pessoas que se pelavam por meias horas de conversa naquele seu estilo meio nervoso, de pardal, saltitando de um pé para o outro. Fez-me falta. Fazem-me falta os dois. Tanto que cada vez fui indo lá menos, embora sendo vizinho. Desculpe-me o Rogério, mas é a sensação da perda.

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