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44% dos portugueses consideram que produtividade aumentou com o teletrabalho

44% dos portugueses consideram que produtividade aumentou com o teletrabalho

Jornal i 21/05/2020 11:41

Entre os fatores que favoreceram o aumento da produtividade dos profissionais em teletrabalho estão uma maior flexibilidade nos horários de trabalho (58%), mais autonomia (54%) e trabalhar num ambiente mais confortável e relaxado (51%). Apenas 4% dos profissionais desejam voltar a trabalhar a tempo inteiro no escritório da empresa após pandemia.

Uma nova pesquisa global da Robert Walters – realizada a 5500 pessoas sobre o impacto da covid-19 na vida dos profissionais – revelou que, em Portugal, 44% dos profissionais consideram que a sua produtividade aumentou a trabalhar a partir de casa.

A satisfação em relação ao atual contexto de teletrabalho é ainda mais evidente quando se conclui que 89% dos profissionais ouvidos neste estudo estão satisfeitos com esta opção. Aliás, são 96% os que querem mesmo continuar em teletrabalho após a pandemia.

Entre os seis principais fatores que favoreceram o aumento da produtividade dos profissionais em Portugal, estão incluídos uma maior flexibilidade nos horários de trabalho (58%), mais autonomia (54%), trabalhar num ambiente mais confortável e relaxado (51%), maior capacidade de concentração e menos distrações (44%), menos tempo perdido em deslocações para o escritório (44%) e menos reuniões (47%).

Por outro lado, os profissionais encontraram algumas dificuldades ao trabalhar em casa, como a falta de um escritório com todas as condições necessárias – por exemplo, mobiliário ergonómico ou mais que um ecrã (18%) –, diminuição da comunicação com colegas de trabalho (47%), maior frequência de reuniões ou check ups mais frequentes do chefe de equipa a saber o estado de tarefas específicas (18%) ou distrações em casa (70%).

De uma perspetiva de saúde mental e bem-estar, apenas dois em cada 10 profissionais revelaram uma experiência negativa ao trabalhar a partir de casa, pela maior dificuldade em separar a vida pessoal da profissional (50%), falta de interação física com a equipa (45%), algumas distrações em casa (41%) e por trabalharem mais horas neste regime (32%).

Por outro lado, os principais fatores que contribuíram para uma experiência positiva no que diz respeito ao bem-estar mental foram uma maior flexibilidade no trabalho (77%), possibilidade de trabalhar num ambiente mais relaxado (68%), possibilidade de passar mais tempo com a família (64%) e ausência de deslocações até ao escritório (48%).

Para os profissionais em Portugal, o tempo extra que ganharam em não ter de se deslocar até ao trabalho é utilizado agora para exercício físico (37%), tarefas domésticas ou pessoais (34%), dormir mais horas (29%) ou passar mais tempo com a família (28%).

96% desejam manter teletrabalho. Questionados sobre a possibilidade de incluir mais teletrabalho quando regressarem a uma estrutura de trabalho mais próxima da normalidade, 96% dos profissionais responderam que sim, estando 89% satisfeitos com a situação de teletrabalho atual.

52% afirmam que gostariam de poder teletrabalhar, pelo menos, uma vez por semana, enquanto 20% preferem a opção de teletrabalhar, no mínimo, duas vezes por mês. 24% dos profissionais inquiridos gostariam de poder teletrabalhar permanentemente, indo só pontualmente ao escritório, quando fosse essencial. Apenas 4% revelam a preferência de voltar para o escritório fulltime sem possibilidade de trabalhar remotamente.

Em contraste, antes da pandemia, 25% dos profissionais não podiam teletrabalhar, e 25% podiam apenas fazê-lo em situações excecionais, por exemplo, quando tinham uma consulta no médico. 26% dos profissionais podiam teletrabalhar um número limitado de dias por mês e apenas 24% podiam fazê-lo quando quisessem.

Em relação aos espaços ocupados em cada casa, 40% dos profissionais revelaram trabalhar em casa a partir da mesa da cozinha ou sala de jantar, enquanto 57% tem a possibilidade de fazê-lo num escritório em casa. Por outro lado, 14% revelaram teletrabalhar do sofá da sala, e 5% trabalham na cama ou no quarto. Apenas 4% dos profissionais portugueses trabalham numa zona exterior (varanda ou jardim).

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