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Sonae fecha trimestre com prejuízos de 59 milhões de euros

Sonae fecha trimestre com prejuízos de 59 milhões de euros

Jornal i 21/05/2020 11:35

Empresa passa de lucro a prejuízo. Quebra é justificada com os impactos da covid-19.

A Sonae fechou o primeiro trimestre deste ano com prejuízos de 59 milhões de euros, queda justificada com contingências relacionadas com a pandemia de covid-19.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a empresa liderada por Cláudia Azevedo explica que “a queda no resultado líquido é explicada exclusivamente pelo registo prudente de contingências contabilísticas (‘non-cash’), no total de 76 milhões de euros, diretamente relacionadas com a pandemia covid-19 e, em particular, com o encerramento forçado da atividade em vários negócios’.

No entanto, o grupo justifica que o desempenho neste primeiro trimestre de 2020 foi marcado por dois momentos distintos: os dois primeiros meses com resultados “muito positivos em todos os negócios” e depois o mês de março, que já conta com os prejuízos causados pelo novo coronavírus.

O volume de negócios aumentou 7,1% em termos homólogos para 1,5 milhões de euros, “impulsionado por um forte desempenho da Sonae MC”, explica a Sonae.

A dívida líquida foi de 1,2 milhões de euros, um valor 27,5% abaixo do ano passado, “com custo baixo e maturidade média de cerca de 4 anos”.

O EBITDA consolidado destes três meses registou uma diminuição de 4,6% face a igual período do ano passado, para os 128 milhões de euros, “uma vez que o impacto do menor resultado pelo método de equivalência patrimonial superou o impacto positivo da mais valia resultante da transação Prime da Sonae Sierra”.

Apesar dos resultados, Cláudia Azevedo, CEO do grupo, destaca a capacidade de reação. “Em março, a pandemia do Covid-19 atingiu as nossas principais geografias e começámos a viver um desafio sem precedentes. Embora todos os nossos negócios tenham sido fortemente impactados por esta situação, tenho orgulho em afirmar que nossa reação tem sido notável”, disse em comunicado.

Ainda assim, a responsável acredita que o grupo vai conseguir superar as adversidades: “Dada a capacidade de adaptação que as nossas pessoas e os nossos negócios têm demonstrado, estou mais certa do que nunca de que superaremos esta adversidade e estaremos preparados para responder rapidamente às mudanças estruturais que, sem dúvida, moldarão o nosso futuro”, acrescentou.

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