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Ruanda está a utilizar robôs de forma a evitar contacto entre médicos e pacientes

Ruanda está a utilizar robôs de forma a evitar contacto entre médicos e pacientes

Jornal i 20/05/2020 16:47

Para além dos robôs, as autoridades ruandesas estão a apostar em soluções tecnológicas inovadoras para combater o novo coronavírus e também estão a utilizar drones.

O Ruanda está a usar cinco robôs no combate à pandemia provocada pelo novo coronavírus, que permitem reduzir o contacto entre médicos e doentes e evitar o contágio, disse hoje o ministro da Saúde ruandês, Daniel Ngamije.

Os robôs, fabricados na Bélgica, receberam nomes ruandeses: Akazuba (que significa sol), Ikirezi (bondade), Mwiza (beleza), Ngabo (escudo) e Urumuri (luz).

Estes novos instrumentos tecnológicos de combate à pandemia foram apresentados na terça-feira no centro de tratamento da covid-19 em Kanyinya, nos arredores de Kigali, e foram financiados pelo Ministério da Saúde ruandês com o apoio do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

As máquinas podem ser utilizadas para medir a temperatura corporal, monitorizar o estado do paciente e manter registos médicos das pessoas infetadas com o novo coronavírus.

"Os robôs fazem agora parte da nossa luta contra a covid-19", disse hoje Daniel Ngamije, em declarações à agência de notícias espanhola Efe, em Kigali.

"A introdução dos robôs visa minimizar os riscos de infeção entre os trabalhadores da saúde e, pelas suas capacidades, aumentam a possibilidade e a eficácia na luta contra a covid-19 e reduzirão a exposição dos trabalhadores da saúde a possíveis infeções", acrescentou o ministro.

Segundo o responsável da pasta da saúde, os robôs são capazes de "examinar 50 a 150 pessoas por minuto, levar alimentos e medicamentos aos quartos dos doentes, armazenar dados e notificar os médicos de serviço de quaisquer anomalias detetadas".

As autoridades ruandesas estão a apostar em soluções tecnológicas inovadoras para combater o novo coronavírus e dizem que esperam adquirir mais robôs no futuro, custando cada um 30 mil dólares (27,3 mil euros).

Até à data, o Ruanda, que também utiliza drones para administrar medicamentos, confirmou 308 infeções pelo novo coronavírus e 209 doentes recuperados durante a pandemia.

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