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BdP. Instituições de crédito beneficiaram de 17,3 mil milhões de euros em refinanciamento

BdP. Instituições de crédito beneficiaram de 17,3 mil milhões de euros em refinanciamento

Eduardo Martins Jornal i 19/05/2020 17:08

Dados constam no Relatório de Implementação de Política Monetária divulgado esta terça-feira.

No final do ano passado, as instituições de crédito portuguesas beneficiaram de 17,3 mil milhões de euros em refinanciamento do Eurosistema, um valor que representa uma queda de 7,6% face ao final do ano passado. Os dados constam no Relatório da Implementação da Política Monetária relativo ao ano passado, divulgado esta terça-feira pelo Banco de Portugal (BdP).

O banco central explica que o Banco Central Europeu (BCE) reduziu, no ano passado, a taxa de juro da facilidade permantente de depósito de -0,40% para -0,50%, “não tendo alterado as tacas de juro aplicáveis às operações principais de refinanciamento (0%) e à facilidade permanente de cedência de liquidez (0,25%)”. 

Já no que diz respeito às taxas de juro oficiais, estas vão manter-se nos níveis atuais ou inferiores “até que as perspetivas de inflação deem sinais de convergência robusta para um nível suficientemente próximo, mas abaixo, de 2% no seu horizonte de projeção e que essa convergência se tenha refletido consistentemente na dinâmica da inflação subjacente”, explica a intituição liderada por Carlos Costa.

No conjunto da área do euro, explica o BdP, as contrapartes mantinham, no final do ano, 624,2 mil milhões de euros em refinanciamento do Eurosistema, menos 15% do que em 2018. “Líquida do recurso à facilidade de depósito, a cedência de liquidez na área do euro totalizou 348,5 mil milhões de euros, o que representa um aumento de 214,4% relativamente a 2018”, explica a entidade.

Tanto em Portugal como no conjunto da área do euro, o montante de refinanciamento foi sobretudo obtido em operações de refinanciamento de prazo alargado direcionadas (TLTRO).  O recurso a estas operações tem vindo a registar uma diminuição mas, devido à pandemia, o BCE melhorou as condições dos programas que já existiam e até lançou novos. Assim, os bancos aumentaram o recurso a este tipo de financiamento.

O Banco de Portugal acrescenta que o valor dos ativos adquiridos pelo banco central no programa de compra do Eurosistema totalizava, no final do ano, 53,3 mil milhões de euros. Entre janeiro e outubro do ano passado, “o Eurosistema apenas reinvestiu os montantes vencidos no âmbito do pograma de compra de ativos (APP), não procedendo a novas aquisições líquidas de ativos”. 

Em 2019, o excesso de liquidez foi, em média, de cerca de 11,5 mil milhões de euros (10 mil milhões de euros em 2018), tendo atingido o máximo histórico de 16,7 mil milhões de euros no último período de manutenção.

“Esta evolução decorre da introdução, na área do euro, de um sistema de dois níveis na remuneração de reservas extraordinárias (tiering), que isenta parte das reservas excedentárias depositadas pelas instituições de crédito junto do banco central da remuneração negativa associada à taxa da facilidade de depósito”, avança o BdP.

Neste contexto, as instituições portuguesas transacionaram no mercado monetário 61,3 mil milhões de euros, menos 23,3% do que em 2018, prosseguindo a tendência de decréscimo registada nos anos anteriores. 

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