6/6/20
 
 
José Cabrita Saraiva 19/05/2020
José Cabrita Saraiva
Opiniao

jose.c.saraiva@newsplex.pt

Só nos indignamos com a censura quando acontece lá longe?

Será preciso recordar quantos abusos já foram cometidos por esse mundo fora sob o pretexto da responsabilidade, do rigor, do patriotismo ou de um simples “agora não convém”?

Começa quase sempre com uma suspensão temporária, sem dar muito nas vistas. Se alguém perguntar, diz-se que o momento não é oportuno. “Agora não convém, depois logo se retomará a normalidade”. Só que, lá diz o ditado, “quem desaparece, esquece”, e o temporário pode transformar-se em definitivo. Muitas vezes, quando isso acontece, já ninguém dá por ela.

Ana Leal avisou há algumas semanas numa entrevista ao semanário SOL que o seu incómodo programa de investigação na TVI estava na “lista negra” (a expressão é minha) e que ia acabar.

O programa foi suspenso em março, alegadamente por causa da pandemia. Entretanto, Sérgio Figueiredo, o diretor de informação da estação, terá enviado uma mensagem à líder da equipa com um discurso que, no limite, podia justificar a censura: “Enquanto os incêndios não se apagam, não é hora de questionar os bombeiros”.

Será preciso recordar quantos abusos já foram cometidos por esse mundo fora sob o pretexto da responsabilidade, do rigor, do patriotismo ou de um simples “agora não convém”?

Leia o artigo completo na edição impressa do jornal i. Agora também pode receber o jornal em casa ou subscrever a nossa assinatura digital.

Iniciar Sessão
Esqueceu-se da sua password?

×
×

Subscreva a Newsletter do i

×

Pesquise no i

×