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Vítor Rainho 18/05/2020
Vítor Rainho

vitor.rainho@newsplex.pt

Nos transportes pode ser tudo ao molho e fé em Deus

Esta cultura de polícias que parece haver em cada um faz-me confusão, além de não perceber qual o problema de se dar um mergulho numa água gelada.

O regresso à vida normal torna-se imperativo para a economia ressuscitar e, por isso, Marcelo e Costa deram o exemplo, indo às compras. Devidamente equipados com máscara, os dois políticos apelaram às pessoas para não terem medo de sair de casa.

Tudo certo, tudo normal. Acontece que este desconfinamento coincidiu com um fim de semana de bom tempo e milhares optaram por outro tipo de compras, invadindo as praias para adquirirem um bronze e revitalizarem a alma com um mergulho na água – nada convidativa, diga-se, já que marcava 16 graus.

Claro que as imagens de veraneantes nos areais e no mar preencheram horas e horas de televisão. “As pessoas não cumprem as medidas legais e jogam futebol de praia. E tenho ideia que algumas estão a 1,98 m de distância do vizinho, não cumprindo assim a lei”.

Passe a caricatura, foi mais ou menos com este tipo de conversa que ontem se preencheu a tarde televisiva. Confesso que não percebo muito bem este alarido com pessoas no areal a uma distância considerável e com os banhos que tomaram. Esta cultura de polícias que parece haver em cada um faz-me confusão, além de não perceber qual o problema de se dar um mergulho numa água gelada

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