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Gauliga. Esse tempo em que o Adolfo do bigodinho não gostava de futebol

Gauliga. Esse tempo em que o Adolfo do bigodinho não gostava de futebol

Afonso de Melo 14/05/2020 09:03

A Bundesliga regressa no sábado. Tempo para se falar de como era o futebol alemão antes de ela existir e na vigência do iii Reich.

Não deixa de ser estranho, mas o futebol alemão alimentou o amadorismo até muito tarde, sobretudo se compararmos com o que ia acontecendo nos países mais próximos – Áustria, Hungria ou Checoslováquia, por exemplo. Em termos de organização, nos primeiros anos do século passado havia a divisão numa série de ligas regionais, as Oberligen, a dar acesso a playoffs até que se encontrasse um campeão. De 1903 a 1944, as equipas lutavam pela Viktoria, o troféu entregue ao detentor do título. O último vencedor desta tão cobiçada taça foi o Dresdner SC, que bateu na final de Berlim o Luftwaffe SV Hamburg. Como veem, até os nomes dos clubes não fazem soar grandes sinos na igreja da memória.

Quando o Partido Nacional Socialista subiu ao poder foi criado um Gabinete Desportivo do iii Reich. Cabia-lhe ser o responsável pela implantação da Gauliga, nome que surge com base na expressão Gau, que significa província ou região. Em 1933 surgiram 16 Gauligen, para desilusão de muitos treinadores e jogadores que tinham a expetativa de ver nascer um Campeonato do Reich, verdadeiramente nacional e pondo em confronto direto as melhores equipas alemãs. O problema é que o Führer Adolfo, com o seu bigodinho ridículo, não tinha qualquer simpatia pelo nobre jogo bretão, porque era bretão e porque não refletia, para ele, a realidade do desportista ariano, havendo modalidades muito mais próprias para manter a saúde física e mental da população germânica.

 

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