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Novo Banco. Centeno ataca o passado para justificar injeção de 850 milhões

Novo Banco. Centeno ataca o passado para justificar injeção de 850 milhões

João Amaral Santos 13/05/2020 13:11

O ministro das Finanças defendeu-se afirmando que "o Novo Banco não nasceu em 2019”, mas da “mais desastrosa resolução bancária alguma vez feita na Europa”,

Foi ao ataque que Mário Centeno regressou ao Parlamento, esta quarta-feira, para participar na comissão de Orçamento e Finanças. O tema central em agenda era o programa de estabilidade e as respostas à crise na sequência da pandemia de covid-19, mas a sessão foi dominada pela transferência de 850 milhões de euros para o Fundo de Resolução do Novo Banco, autorizada por Mário Centeno, sem o conhecimento do primeiro-ministro e sem que estivesse concluída a auditoria a à instituição, como havia prometido o chefe do Governo.

Toda a oposição voltou a questionar Mário Centeno sobre esta questão, o que motivou intervenções contundentes do ministro das Finanças, que voltou a criticar as opções do passado do Governo de coligação PSD/CDS-PP, liderado por Pedro Passos Coelho. “O Novo Banco não nasceu em 2019”, mas da “mais desastrosa resolução bancária alguma vez feita na Europa”, afirmou, acrescentando que, no Executivo que integra, “não decidimos resoluções desastrosas na praia, à beira do mar”.

Mário Centeno destacou que “os empréstimos que têm de ser feitos anualmente” nasceram em 2014, aquando da separação do BES bom e do BES mau, e porque “a seleção dos ativos foi mal feita, e incompetente. O banco que era novo e devia ser bom tinha ainda muito de mau”, disse. O governante alertou ainda que a “capitalização selvagem” do Banco de Portugal do Novo Banco, em dezembro de 2015, levou a “vários meses de desconfiança nos mercados internacionais”, o que resultou “no pagamento de mais 1,5 mil milhões de euros em 2016, devido às elevadas taxas de juro exigidas” para financiar o Estado.

Entretanto, Centeno confirmou que será mesmo feita uma nova auditoria ao Novo Banco e que o processo até já arrancou, correspondendo à promessa de António Costa e ao desejo de Marcelo Rebelo de Sousa. Num comentário ao episódio, o Presidente da República afirmou que "é politicamente diferente" fazer a transferência antes ou depois do resultado da auditoria.

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