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Famílias entre 35 e 44 anos são as mais afetadas pela quebra de rendimentos devido à covid-19

Famílias entre 35 e 44 anos são as mais afetadas pela quebra de rendimentos devido à covid-19

Jornal i 07/05/2020 16:51

Metade das famílias ‘aguentam’ três meses e meio das despesas. Agregados com rendimentos mais baixos só conseguem financiar um mês.

Um estudo do Banco de Portugal (BdP) conclui que as famílias com elementos com idades entre os 35 e 44 anos são as mais afetadas pela queda dos rendimentos.

O impacto negativo no rendimento disponível é assim mais acentuado nas famílias com rendimento mais elevado e nas famílias de escalões etários mais jovens, sobretudo nas famílias entre 35 e 44 anos. O estudo refere uma quebra de 9,8% do rendimento disponível e 10,9% do rendimento do trabalho.

As conclusões apontam ainda que o impacto é maior quanto mais alto era o rendimento prévio à pandemia. No grupo de 20% de famílias com rendimento mais baixo o rendimento disponível médio reduziu-se 2,4%, enquanto no grupo de 10% das famílias com rendimento mais elevado a redução do rendimento foi de 7,8%.

A justificação para esta diferença, segundo o regulador, prende-se com o facto de tanto o rendimento do 'lay-off' como o apoio aos trabalhadores independentes terem um teto máximo.

Além de que, refere ainda o BdP, nas famílias com rendimento mais baixo existe um "menor peso do rendimento do trabalho”, para quem tem “uma maior importância as pensões de reforma e outras transferências públicas", como apoios sociais.

Por outro lado, se apenas for considerado o rendimento do trabalho, as famílias com menor rendimento têm uma redução ligeiramente mais acentuada do que a média, pelo que se conclui que os elementos desse agregado trabalhem, na maioria, "em setores mais afetados pela pandemia ou em segmentos que não beneficiam das medidas de apoio ao rendimento".

O estudo do Banco de Portugal avaliou também a capacidade de financiamento das famílias neste contexto de crise devido à pandemia.

“Metade das famílias podem financiar no máximo três meses e meio das despesas associadas a consumo de bens não duradouros e serviços e a encargos com dívida e rendas na ausência de qualquer rendimento", lê-se no boletim.

Já as famílias de rendimentos mais baixos conseguem apenas "pagar pouco mais de um mês de despesas recorrendo a riqueza disponível no curto prazo", enquanto "com rendimentos mais elevado as famílias dispõem de recursos suficientes para financiar mais de um ano de despesas na ausência de rendimento".

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