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Há 351 lares com utentes infetados com o novo coronavírus em Portugal

Há 351 lares com utentes infetados com o novo coronavírus em Portugal

Lusa/Pool jornal i 07/05/2020 14:47

Sobre ter ocorrido um aumento grande no número de casos na região de Lisboa e Vale do Tejo, no boletim anterior - 400 novos casos - Graça Freitas diz que estão a ser procuradas explicações para estes aumentos. "Estão a ser estudados todos os dados disponíveis para perceber se trata de fenómenos isolados" ou uma tendência geral.

De acordo com o balanço das autoridades da saúde, foram confirmados mais 533 casos de covid-19 em Portugal. No total, há 26.715 casos confirmados no país.

Do total de casos confirmados, 864 casos estão em internamento, dos quais 135 em cuidados intensivos, menos 1 caso que ontem. 84,1% dos casos estão em tratamento domiciliar. Em Portugal, 2.258 pessoas vençeram a doença, mais 158 que ontem.

Foram registados mais 16 óbitos, elevando assim o número de vítimas mortais para 1.105. A taxa de letalidade global é de 4,1% e em pessoas com mais de 70 anos é de 15,1%.

Desde o dia 1 de março, foram realizados mais de 490 mil testes diagnóstico à covid-19. O stock de testes disponível no país é mais de 1 milhão, tendo sido distribuídos mais de 340 mil testes pelo país: 45% na região norte, 33% na zona de Lisboa e Vale do Tejo, 8% na zona centro, 4,4% no Algarve, 1,5% do Alentejo e o restante nos Açores e Madeira. No que toca a kits de extração a reserva é de 915 mil kits.

Das 2.526 unidades de EPIS que existem no país, 14% tem casos de covid-19, ou seja, 351 lares tem utentes infetados, aponta António Sales. Desde o dia 9 de março, foram transferidos 3.200 doentes dos hospitais do SNS para as unidades de redes nacional cuidados continuados integrados, acrescenta o secretário de Estado da Saúde.

Questionada sobre as pessoas que já não tem sintomas mas continuam a ter testes diagnóstico à covid-19 positivos, Graça Freitas aponta que ter um teste positivo não significa que estão infecciosas. "Pode significar a existencia de pequenos fragmentos do RNA do vírus", aponta a diretora-geral da Saúde, de acordo com os estudos científicos sobre a doença.

A mortalidade causada por outras doenças e por covid-19 em Portugal não apresenta "nenhuma alteração de padrão de acordo com o esperado para esta altura do ano", segundo dados analisados desde o dia 14 de abril, salienta Graça Freitas. Já se está "a codificar os tipos de causas de morte para este ano", incluindo covid-19 e todas as outras doenças.

Questionada sobre a FENPROF querer que os professores sejam testados, Graça Freitas diz que além de trabalhadores de lares e de creches, a situação de testes por outros grupos específicos está a ser analisada individualmente.

Sobre os doentes recuperados, a diretora-geral da Saúde afirma que o acompanhamento da covid-19 é igual ao de outra doença. "As pessoas são analisadas até o seu médico assistente considerar que estão curadas, mesmo que já estejam no seu domicílio", aponta.

António Lacerda Sales disse que houve reuniões com os responsáveis do futebol mas "nada ficou ficou fechado nem nada ficou definido" sobre as regras a aplicar no regresso no entanto têm "corrido muito bem". "É importante que possa retomar a atividade sem que isso quebre qualquer tipo de regras de segurança ou regra sanitária", sublinha o governante.

Sobre ter ocorrido um aumento grande no número de casos na região de Lisboa e Vale do Tejo, no boletim anterior - 400 novos casos - Graça Freitas reconhece que isto é um "facto" e que estão a ser procuradas explicações para estes aumentos. "Estão a ser estudados todos os dados disponíveis para perceber se trata de fenómenos isolados" ou uma tendência geral, realçando que a região tem feito rastreios em massa o que pode agora refletir-se no número de casos. "O R de Lisboa é ligeiramente superior ao dos restantes números do país", aponta.

 

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