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Comissão Europeia. "Portugal entra nesta crise com uma economia mais resiliente"

Comissão Europeia. "Portugal entra nesta crise com uma economia mais resiliente"

AFP Jornal i 02/05/2020 11:10

Apesar da economia "mais resiliente", responsável da Comissão Europeia diz que Portugal "não escapa ao restante panorama" de recessão dos países da zona euro e da UE, e admite que Bruxelas prevê uma "situação complicada" no país.

O vice-presidente da Comissão Europeia Valdis Dombrovskis considerou, numa entrevista à agência Lusa, que Portugal entra na recessão gerada pela pandemia de covid-19 com uma "economia mais resiliente" face à anterior crise financeira.

“É possível dizer que Portugal entra nesta crise com uma economia mais resiliente do que antes", disse, recordando que as reformas estruturais após a crise de 2009 "ajudaram a aumentar a resiliência da economia portuguesa e a sua competitividade".

"Em termos das políticas orçamentais, Portugal era um dos países mais endividados e foi capaz de reduzir substancialmente a sua dívida nos anos de crescimento económico o que, infelizmente, não aconteceu em todos os países endividados", afirmou Valdis Dombrovskis em declarações à agência noticiosa, em Bruxelas.

Contudo, o responsável diz que Portugal "não escapa ao restante panorama" de recessão dos países da zona euro e da UE, e admite que Bruxelas prevê uma "situação complicada" no país. De forma a evitar consequências graves, Valdis Dombrovskis encoraja “Portugal a fazer uso dos instrumentos europeus” que estão a ser disponibilizados, como é o caso do programa comunitário ‘Sure’, que tem o objetivo de salvaguardar postos de trabalho através de esquemas de desemprego temporário, as linhas de crédito do Mecanismo Europeu de Estabilidade, o fundo de resgate permanente da zona euro e as operações de emergência para garantir liquidez aplicadas pelo Banco Central Europeu (BCE).

"De acordo com a informação de que disponho, Portugal poderá realocar entre dois a três mil milhões de euros de verbas da coesão para responder à crise, para aplicar na resposta sanitária, mas também económica, ao nível das pequenas e médias empresas e dos esquemas de desemprego temporários e outras medidas possíveis", disse.

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