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Covid-19. Açores admitem que dados não têm estado a ser comunicados em tempo devido à DGS

Covid-19. Açores admitem que dados não têm estado a ser comunicados em tempo devido à DGS

Jornal i 29/04/2020 22:55

Responsável pela Autoridade de Saúde Regional dos Açores prometeu anunciar decisão de acompanhar ou não o calendário do levantamento de medidas restritivas adotado pelo Governo brevemente.

A Autoridade de Saúde Regional dos Açores reconheceu que os dados relativos à evolução da covid-19 no arquipélago não têm estado a ser atempadamente comunicados à Direção-Geral de Saúde. Segundo o responsável pela entidade, Tiago Lopes, os dados relativos à região autónoma devem ser por isso consultados nos comunicados regionais.

"Da parte da Direção Regional da Saúde houve esse esforço conjunto de preenchimento diário de uma base de dados, de maneira a que a informação fosse remetida atempadamente e não houvesse inconformidades dos dados registados, mas a partir de determinada altura, e com o avolumar de trabalho que nós tivemos, foi um processo que acabámos por descurar. Não temos enviado essa informação à Direção-Geral da Saúde", afirmou nesta quarta-feira em conferência de imprensa o responsável, também diretor regional da Saúde dos Açores, para quem nesta fase a resolução desse problema "não será o mais importante".

"Os dados que nós apresentamos são apresentados diariamente, são o mais fidedigno que pode ser e haver e são esses que devem ser tidos em consideração por todos aqueles que tenham interesse em acompanhar a evolução do surto na região", sublinhou Tiago Lopes.

Decisão sobre levantamento de medidas restritivas prometida para breve

O responsável da Autoridade de Saúde Regional dos Açores remeteu para breve um esclarecimento sobre se a região autónoma seguirá ou não os prazos estabelecidos a nível nacional para o levantamento das medidas de restrição adotadas para fazer face à pandemia de covid-19. 

“Iremos comunicar esse possível alívio ou não das medidas implementadas nas últimas semanas dentro do mais curto espaço de tempo, compreendendo toda a ansiedade e o desejo da população", afirmou Tiago Lopes em Angra do Heroísmo, no ponto de situação diário sobre a evolução da covid-19 nos Açores.

"O surto não se pode dizer, de forma perentória, que está controlado. Temos de manter, na mesma, aquelas medidas de precaução básicas que temos vindo de forma insistente a transmitir", sublinhou o responsável, alertando para a necessidade de “cautela” na tomada de medidas no sentido de aliviar as restrições que vêm sendo impostas.
O levantamento das restrições, sublinhou, obrigará ao estabelecimento de "um novo contrato social" para lá da manutenção de hábitos como o cumprimento do distanciamento físico, das regras de etiqueta respiratória, da lavagem frequente das mãos e do uso de máscaras comunitárias em ambientes fechados ou com maior circulação de pessoas.

"Vai exigir de todos nós a manutenção de alguma atividade mais regrada, que não vai ser o normal a que todos nós estávamos habituados. Vai ser uma fase de adaptação nos mais diversos âmbitos, seja no turismo, seja nos transportes, na saúde", sublinhou Tiago Lopes, alertando para o risco da ocorrência de um novo surto. 

Quanto à reabertura de estabelecimentos como cabeleireiros e clínicas, que retomarão a actividade a partir da próxima segunda-feira, o responsável afirmou que o processo está a ser acompanhado com a colaboração da PSP, para evitar "interpretações erróneas ou excessivas daquilo que foi comunicado" pelo Presidente da República.

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