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Carlos Silva. “Não podemos ficar em casa indefinidamente à espera que surja uma vacina”

Carlos Silva. “Não podemos ficar em casa indefinidamente à espera que surja uma vacina”

Diana Tinoco Sónia Peres Pinto 24/04/2020 09:38

O secretário-geral  da UGT foi uma das 167 personalidades a assinarem um manifesto pedindo uma estratégia gradual na retoma da atividade económica. 

Apesar do estado de emergência, o secretário-geral da UGT garante que o país não pode ficar parado e, por isso, pede que a retoma da economia não seja mais adiada. Carlos Silva fala na necessidade de apoiar as empresas, pois só assim é possível manter os postos de trabalho, e lamenta que alguns empresários estejam a aproveitar esta situação para fazerem despedimentos abusivos – daí ter pedido o reforço da atuação da Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT). Em relação ao 25 de Abril, diz que tem de ser comemorado, para que a data não seja passada em branco. Quanto ao 1.o de Maio, a central sindical optou por cancelar a cerimónia e vai recorrer às redes sociais. Para o responsável, não há dúvidas: a UGT não poderia ser responsável por risco de contágio. Sobre as eleições na UGT, no próximo ano, Carlos Silva diz que, para já, mantém a posição de não se recandidatar, mas admite que, face ao momento que se vive, poderá refletir e ponderar o que irá fazer. 

Como vê a polémica em torno das comemorações do 25 de Abril?
Pego um pouco na frase do primeiro-ministro quando diz que anda tudo um bocado nervoso com a atual situação. O 25 de Abril tem um simbolismo extraordinário na vida da democracia portuguesa e, por isso, sou da opinião que devia ser comemorado no Parlamento. Temos de registar que a liberdade nos deu as maiorias e em democracia vencem as maiorias. E o certo é que a maior parte dos partidos políticos com assento parlamentar decidiu que a cerimónia devia ter lugar. Outra questão diferente é o número de pessoas a assistir na Assembleia. Julgo que as coisas têm evoluído no sentido de haver um número digno, mas um mínimo de deputados e de convidados, e, nesse sentido, não vejo inconveniente nem quero contribuir para criar qualquer polémica. Julgo até que a polémica foi um bocadinho exacerbada. 

Acha que a solução encontrada de ter menos de 100 pessoas no Parlamento foi a melhor?
Julgo que é a mais desejável, ou seja, manter a cerimónia com a devida distância social, como é pedido a todos os portugueses. E independentemente de estarmos em estado de emergência, a democracia não está suspensa e a verdade é que o 25 de Abril é uma data simbólica, é comemorado com uma sessão solene na casa da democracia, com um número mínimo de participantes. Assim vai ao encontro do cumprimento das autoridades de saúde e das principais instituições do Estado. Foi assim encontrado um número simbólico importante e que, ao mesmo tempo, respeita as regras de saúde e do distanciamento social. Acho que devemos seguir em frente, e quanto mais depressa as coisas acontecerem, mais depressa fica isto sanado. 
 

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