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Ferro Rodrigues diz que modelo das celebrações do 25 de Abril foi proposto pelo PSD

Ferro Rodrigues diz que modelo das celebrações do 25 de Abril foi proposto pelo PSD

Mafalda Gomes Jornal i 22/04/2020 15:26

Ferro Rodrigues reitera que celebrar o 25 de Abril não é um “luxo” e lembra que o modelo da cerimónia não veio da sua cabeça, foi antes sugerido pelos sociais-democratas.

O presidente da Assembleia da República adiantou, em entrevista ao Público, que o modelo das comemorações dos 46 anos do 25 de Abril lhe foi proposto pelo PSD e voltou a criticar os que ‘atacam’ a cerimónia.

Ferro Rodrigues reiterou a importância de assinalar os 46 anos do 25 de Abril no Parlamento e vai mais longe dizendo que “faria muito pouco sentido a AR estar ao serviço do país para votar três estados de emergência e, depois, fechar no dia 25 de Abril”. E acrescentou: “Seria qualquer coisa de incompreensível para toda a gente, penso eu”.

Sobre os críticos da cerimónia, o presidente da Assembleia arriscou uma previsão: “Vão ser os mesmos que atacaram a cerimónia, depois, a dizerem que foi um fracasso porque estava pouca gente. Não é preciso ser-se mágico para ter esta expectativa”.

Por falar na polémica, fez questão de sublinhar que a “cerimónia não é luxo nenhum” e lembrou que se inicialmente se apontava para a presença de 130 pessoas, agora vão ser muito menos, possivelmente à volta de cem pessoas. “Haverá a possibilidade de haver um número, se calhar, inferior a 50 deputados e à volta de 25 ou 30 convidados. Portanto, é um bocado ridículo falar em perigos para a saúde pública ou em luxo”.

Quanto às distância segura entre deputados e convidados, Ferro Rodrigues disse que o “grande problema vai ser preencher, de forma digna, esta AR, que é muito grande, tem várias galerias e vários andares”. E defendeu: “Vai ser demonstrável facilmente, pela televisão, que todos aqueles que evocaram perigos para a saúde pública para a não realização desta cerimónia estavam equivocados ou estavam a querer manipular esta situação”.

Vai ser mantido o distanciamento social, mas não vai ser obrigatório qualquer meio de proteção individual. “Mas alguma vez foi obrigatório o uso de máscaras aqui na AR?”, questiona Ferro Rodrigues, acrescentando que “na reunião com a Direcção-Geral da Saúde não houve nada nesse sentido”.

Questionado sobre o facto de não ter optado pelo quórum de um quinto com que o Parlamento tem estado a funcionar, disse que o modelo das celebrações foi uma proposta que “surgiu pela mão do PSD” e que tinha todas as condições para ter um apoio generalizado. “E assim foi, foi apoiada por deputados representativos de 95% dos deputados”.

Sobre a ausência já anunciada do líder do CDS, Ferro Rodrigues admite que lamenta, mas que entende a posição.

“Gostava que ele estivesse presente, mas compreendo. Depois das posições que foram aqui assumidas pelo grupo parlamentar, o CDS-PP corria o risco de ser interpretado como entrando em contradição”, afirmou.

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