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Telecomunicações. Um trabalho que não para mesmo em tempos de pandemia

Telecomunicações. Um trabalho que não para mesmo em tempos de pandemia

Sónia Peres Pinto 17/04/2020 08:05

O i acompanhou várias equipas técnicas da Altice no terreno. Desde a substituição de um equipamento avariado ao trabalho de ampliação da rede móvel ou à manutenção do sinal da TDT. Trabalhos que para muitos podem ser invisíveis, mas essenciais para manter as comunicações em pleno.

Com o país em confinamento e com a grande maioria dos portugueses em casa – em teletrabalho ou não –, há muitos trabalhos que não param nem podem parar. Um desses casos são as operações de instalação, assistência e reparação das telecomunicações. O i foi acompanhar uma equipa da Altice e a opinião é unânime: tudo continua a ser feito, apenas os cuidados e até mesmo as rotinas foram alteradas. Mas manter tudo operacional é a palavra de ordem.

A manhã começa cedo. Os diretores de operações e os diretores regionais fazem diariamente uma reunião para fazer o ponto de situação dos trabalhos. É a altura do dia em que se fazem balanços das operações já feitas e as que é necessário fazer: desde avarias a instalações mas, em período de pandemia, esse balanço é inevitavelmente feito por videoconferência, como conta ao i o diretor MEO Serviços Técnicos, Jorge Fonseca.

Mas se de início foi necessário adaptar rotinas, com o passar do tempo, esta tarefa tem vindo a ser afinada. E para o CTO da operadora, Luís Alveirinho, não há dúvidas: “A distância física foi substituída pela proximidade digital”, revelou ao i, também em videoconferência. E em tom de brincadeira chega mesmo a admitir que foi como “aprender a voar como os pássaros, ou melhor, construir o avião com o avião já no ar”.

As reuniões de gabinete e as conversas de corredor para afinar trabalhos estão a ser substituídas por encontros através do ecrã de um computador. “É um desafio na vida das empresas: a troca de informação, muitas vezes de modo informal, foi substituída face ao novo cenário, que exigiu novos procedimentos e metodologias. Mas estas semanas de transformação também serviram de aprendizagem e, agora, já estamos muito mais eficientes”, salienta Luís Alveirinho, que admite: “No entanto, quando tudo voltar à normalidade, as coisas não vão ser iguais. Já se percebeu que há trabalhos que podem ser feitos de forma diferente”. E deu como exemplo algumas reuniões que eram feitas de forma diária e já passaram a ser realizadas de dois em dois dias.

Só a partir daí é que as equipas vão para o terreno. Ainda assim, com uma redução de intervenções técnicas, mas suficiente para atingir cerca de seis a sete mil em todo o país. Há sempre coisas por fazer. E a isso há que somar um conjunto de regras e normas de conduta obrigatórias face à pandemia.

Troca de equipamentos A primeira paragem foi na Estefânia, em Lisboa, para um técnico da Altice fazer a substituição de uma box. Equipado de máscara e luvas, lá subiu a casa do cliente para fazer essa operação. E uma tarefa aparentemente simples e de rotina sofreu profundas alterações. Os técnicos deixaram de usar os comandos dos clientes, para não haver contacto, e ou usam um comando seu ou recorrem a uma aplicação para fazer todos os testes necessários. E antes de irem para casa dos clientes é feito uma espécie de inquérito para saber se viajaram, se tiveram contacto com pessoas que saíram do país ou até mesmo se têm problemas de saúde.

A regra já tinha sido explicada por Luís Alveirinho. “Tem de existir um cuidado redobrado no contacto com os clientes. É necessário garantir a segurança das duas partes, o que exigiu que uma série de procedimentos tenham sido alterados”, refere ao i. Ainda assim, garante “que isso não representa um entrave na atividade e, como tal, não tem tido um impacto significativo nas operações de manutenção”.

Certo é que os clientes também evitam fazer esse tipo de substituições, a não ser que seja mesmo necessário. E os números falam por si: só na cidade de Lisboa, o serviço de instalações e de manutenções baixou na ordem dos 20% em relação ao que era normal, revela Jorge Fonseca. 

A questão ganha maior relevo com o encerramento de lojas que, muitas vezes, fazem esse tipo de aconselhamento e também de acompanhamento. Das 234 lojas existentes no país, apenas 60 estão abertas. 

Melhoramentos em marcha A segunda paragem foi nas Portas de Santo Antão, ao pé do Coliseu, onde continuam a decorrer as obras de ampliação da rede móvel com vista a aumentar a largura da banda. 
A explicação é simples: a Altice está a assistir a crescimentos nunca antes vistos no tráfego de rede, o que exige um acompanhamento rigoroso por parte dos centros de distribuição e gestão de redes, cujos profissionais estão na sua maioria em teletrabalho. 

Mas, ao contrário dos que estão em casa, para aqueles que estão no terreno e para evitar desagradáveis surpresas, a operadora optou por manter equipas de duas pessoas a trabalhar, evitando a sua rotatividade. Isto significa que são sempre os mesmos a trabalhar uns com os outros.

A última paragem acompanhada pelo i foi no Chiado, onde a Altice tem alojado o site de manutenção da televisão digital terrestre (TDT). Também aqui, as equipas mantêm-se e são responsáveis por vigiar de perto o funcionamento do sinal deste serviço. “Depois das mudanças recentes de frequências da TDT há agora um trabalho de enorme importância, já que é neste sinal que vão ser difundidas as aulas através da telescola”, garante o diretor MEO Serviços Técnicos, que nos acompanhou nesta “viagem”.

 Enquanto o país não regressar à normalidade, a operadora continua a fazer os seus trabalhos no terreno e a manter os cerca de seis mil trabalhadores em teletrabalho, tendo sempre em mente garantir a qualidade dos serviços e a satisfação dos clientes.

 

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