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Descalços. Os homens que estudam a arquitetura dos pés

Descalços. Os homens que estudam a arquitetura dos pés

Afonso de Melo 15/04/2020 09:01

Não foram tantos como isso, mas há um grupo interessante de grandes campeões do atletismo que teimaram em participar nas provas sem usar sapatilhas. Nos Jogos Olímpicos de Roma, em 1964, por exemplo, duas medalhas de ouro foram entregues a corredores de pés nus.

Quando retomou a consciência, Abebe viu-se fechado entre as paredes brancas do Stoke Mandeville Hospital, em Aylesbury, Inglaterra. O acidente que sofrera fora grave. Conduzia um Volkswagen carocha a uma velocidade excessiva na noite de 22 de março de 1969. Mais tarde, alguns dos seus companheiros confirmaram que ele bebera bastante mais do que devia antes de se sentar ao volante. Depois, o destino fez a sua parte; uma curva mal calculada, um carro que vinha em sua direção, o VW capotou e deixou Abebe encarcerado dentro de ferros amalgamados. Diagnóstico: quadriplegia. Completamente paralisado do pescoço para baixo, Abebe Bikila Demissie, capitão da Guarda Imperial da Etiópia, tornou-se um destroço humano. Ele, o primeiro africano do sul do deserto do Sara a ganhar uma medalha de ouro nos Jogos Olímpicos. Nove anos antes, em Roma, correra os 42 quilómetros e 195 metros em duas horas, 15 minutos e 16 segundos: recorde do mundo. E cumprira todo o percurso descalço. 

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