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Grupo Leya suspende prémio literário

Grupo Leya suspende prémio literário

03/04/2020 20:41

O prémio literário com o maior valor pecuniário em Portugal - cem mil euros - poderá não será entregue este ano. Leya diz que os efeitos da pandemia estavam a tornar a seleção “muito difícil”.

O Prémio Literário LeYa, no valor de cem mil euros, é a distinção literária com o maior valor pecuniário do país. Face às dificuldades decorrentes da pandemia, o grupo empresarial decidiu a suspensão do processo de seleção de originais. “Dado o encerramento temporário (por tempo indefinido) das instalações da empresa e o regime de teletrabalho adotado pela maioria dos colaboradores da Leya” está a ser muito difícil “escolher e selecionar em tempo útil os originais", esclarece em comunicado.

Uma vez que o prémio, instaurado em 2008, premeia os manuscritos de língua portuguesa - e que chegam também de fora do país- , o grupo refere ainda na mesma nota que os problemas com os correios tornavam o cumprimento dos prazos impossível. Estas dificuldades estavam a fazer-se sentir especialmente com "os Correios do Brasil, país de onde costumam vir quase metade dos originais concorrentes ao prémio, e que anunciaram que 'não há como garantir o cumprimento do prazo de entrega dos envios internacionais’”. 

O envio via email poderia resolver a questão, mas, como explicam, esta opção estava fora da mesa porque desta forma a identidade dos autores seria conhecida, situação “que violaria o espírito e a letra do regulamento deste prémio". 

No ano passado, não houve nenhum vencedor do prémio. O júri considerou, tal como já tinha acontecido em anos anteriores, que nenhum dos originais a concurso era merecedor da distinção.  

Só na semana passada, o mercado livreiro registou uma quebra de vendas de quase 66%. Esta semana, os pequenos livreiros uniram-se, pela primeira vez, numa cooperativa pedindo medidas urgentes para salvar o setor.

 

nota: por lapso, em versão anterior da notícia era referido que o prémio não seria atribuído este ano, o que ainda não foi decidido pelo grupo editorial. Pelo facto, pedimos desculpas aos leitores e aos visados.

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