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Maduro fala em "terrorismo e pirataria" após barco da Marinha venezuelana se afundar em colisão com cruzeiro português

Maduro fala em "terrorismo e pirataria" após barco da Marinha venezuelana se afundar em colisão com cruzeiro português

AFP Jornal i 01/04/2020 08:16

"A ação do navio ‘Resolute’ é considerada cobarde e criminosa", acusa ainda o Presidente da Venezuela.

Um barco da Marinha venezuelana afundou-se na segunda-feira após uma colisão com o cruzeiro de bandeira portuguesa “Resolute”, a norte da ilha de La Tortuga, cerca de 181 quilómetros a nordeste de Caracas. O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, diz que se tratou de um ato de "terrorismo e pirataria” e pediu às autoridades do Curaçau, onde o barco está atracado, que investiguem este "ato de pirataria internacional".

"Há que rever todos os protocolos para atender este tipo de casos, porque se aplicou um protocolo em condições normais de paz, que se aplica no direito internacional", que se "convidou a ir até um porto de Margarita (ilha venezuelana) e seria acompanhado em paz e tranquilidade", disse o Presidente venezuelano esta terça-feira à noite, em Caracas.

"O barco [de bandeira portuguesa] que investiu [sobre ]a nossa nave é oito vezes mais pesado, é como se um gigante pugilista de 100 quilogramas agarrasse um menino pugilista e o golpeasse", disse, afirmando que o barco da Marinha venezuelana foi abalroado “de maneira brutal”.

Trata-se "de um ato de terrorismo e pirataria que há que investigar", pois "se tivesse sido um barco de turistas não teria tido essa atitude de querer agredir".

"As investigações continuam. As autoridades de Curaçau, em cumprimento dos compromissos internacionais, devem fazer a investigação, informar oficialmente e tomar as providências porque foi um ato de pirataria internacional", reiterou.

Foi na noite de terça-feira que o Ministério da Defesa venezuelano anunciou que um barco da Marinha naufragou após uma colisão com o cruzeiro de bandeira portuguesa “Resolute”, na segunda-feira, pelas 00h45 (05h45 em Lisboa), quando o barco da Guarda Costeira "Naiguatá GC-23" realizava "tarefas de patrulhamento marítimo" no mar territorial venezuelano,

"A ação do navio ‘Resolute’ é considerada cobarde e criminosa, pois não atendeu ao resgate da tripulação, violando os regulamentos internacionais que regulam o resgate da vida no mar. Atualmente, este navio está no porto de Willemstad, capital de Curaçau, onde atracou”, referia o comunicado, acrescentando que as operações de busca e salvamento, bem como o desempenho profissional e corajoso do pessoal venezuelano, "permitiram o resgate na íntegra da tripulação".

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