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Eurobonds em suspenso

Eurobonds em suspenso

Jornal i 28/03/2020 17:31

A crise global da covid-19 voltou a revelar as divisões Norte-Sul no Conselho Europeu.

A emissão comum da dívida (os famosos eurobonds) dos Estados-membros para fazer face aos efeitos económicos e sociais da pandemia, não é uma possibilidade excluída pelo Eurogrupo, mas para já nem todos os ministros das Finanças da zona euro estão de acordo, o que voltou revelar as divisões Norte-Sul no Conselho Europeu. O primeiro-ministro português foi particularmente duro com a posição defendida pela Holanda, acusando o seu homólogo de ter tido um «discurso repugnante», sobre a crise vivida por países como Espanha, considerando-o mesmo «uma ameaça ao espírito da UE».

António Costa voltou a defender que «não há país da UE que esteja preparado à partida para enfrentar situações com esta dimensão», desafiando: «É preciso não ter a noção do que é viver num mercado interno como aquele em que nós vivemos para alguém poder ter a ilusão de que consegue resolver o problema da pandemia na Holanda se a pandemia se continuar a generalizar na Itália ou em Espanha ou em qualquer outro sítio. Vivemos num mercado de fronteiras abertas», referiu.

Para o primeiro-ministro, «a boa forma de estar na UE não é repetir o comportamento de 2008 e 2009» acrescentando que, além das «trágicas consequências económicas» a «agravante agora» é além de «salvar a economia e o emprego» em causa está «salvar vidas humanas».

Recorde-se que a possibilidade de emissão de dívida comum ganhou força durante a crise das dívidas soberanas, como forma de os Estados mais endividados poderem ter acesso a financiamento mais barato, uma vez que iriam beneficiar da avaliação de menor risco de outros países da moeda única.

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