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Sindicato de tripulantes diz que número máximo de passageiros nos aviões não está a ser respeitado

Sindicato de tripulantes diz que número máximo de passageiros nos aviões não está a ser respeitado

Jornal i 26/03/2020 12:21

E a estrutura sindical recorre à legislação para lembrar que "o número de passageiros nos transportes não pode ser superior a um terço dos lugares disponíveis", diz em comunicado. 

O Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Social (SNPVAC) alerta que "continuam a ser realizados voos completamente cheios e sem as condições de higiene e segurança necessárias". E a estrutura sindical recorre à legislação para lembrar que "o número de passageiros nos transportes não pode ser superior a um terço dos lugares disponíveis", diz em comunicado.

No entanto, de acordo com o SNPVAC, as companhias aéreas "não estão a cumprir esse decreto lei, contrariamente ao que se passa noutros setores dos transportes", e como tal, pede "uma resposta urgente e medidas sérias e objetivas face a esta situação.

Henrique Louro Martins, Presidente do SNPVAC, refere que “os tripulantes de cabine são, tal como outros profissionais, a linha da frente, neste caso das companhias aéreas, contactando diariamente com vários passageiros, dentro de um espaço fechado que são os aviões. Há uma grave discriminação sobre os nossos profissionais e esta atitude por parte das empresas coloca, diariamente, em risco dezenas de tripulantes de cabine e as suas famílias”. Acrescenta ainda que “esta situação é totalmente incoerente, quando ainda há poucos dias assistimos através da televisão ao desembarque de passageiros de um navio cruzeiro acostado em Lisboa, em que o número de passageiros era cuidadosamente escolhido para desembarque, mas que depois a bordo dos aviões a distância de segurança não é respeitada e têm de partilhar o mesmo espaço com centenas de pessoas”.

E diz ainda que voos que não são ações de repatriamento, como por exemplo voos para São Paulo, continuam a ser realizados com os aviões completamente cheios, "em que são disponibilizadas máscaras de 'características duvidosas' para proteção dos tripulantes de cabine e em que não são cumpridas as recomendações da Direção Geral de Saúde; conclui.

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