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Cofina pede fim da OPA sobre a Media Capital

Cofina pede fim da OPA sobre a Media Capital

Raquel Wise Jornal i 25/03/2020 20:09

Pedido acontece depois de grupo liderado por Paulo Fernandes ter desistido da compra da dona da TVI na fase final do negócio.

A Cofina pediu esta quarta-feira à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM) que anule a Oferta Pública de Aquisição (OPA) que o grupo liderado por Paulo Fernandes lançou sobre a dona da TVI, a Media Capital.

A Cofina vem, nos termos e para os efeitos legais, informar que, relativamente à oferta pública de aquisição de ações representativas do capital social do Grupo Média Capital, SGPS, S.A., apresentou à CMVM um requerimento em que se solicita que se considere extinto o procedimento da oferta”, lê-se no comunicado enviado à CMVM.

A Cofina justifica o pedido “por impossibilidade definitiva de verificação de um dos requisitos de que dependia o respetivo lançamento, e, subsidariamente, a revogação de tal oferta, por alteração das circunstâncias”.

Recorde-se que a Prisa viu cair por terra mais uma tentativa de compra da Media Capital na semana passada depois de a Cofina ter cancelado o negócio e ter acusado a empresa espanhola de violações contratuais graves.

O grupo liderado por Paulo Fernandes justificou o porquê de ter desistido do negócio que daria origem ao maior grupo de comunicação social português: “A declaração de resolução funda-se, entre outros aspetos, numa inesperada e muito significativa degradação da situação financeira e perspetivas da Vertix e da Media Capital, especialmente agravadas pelo presente contexto de emergência causado pela pandemia Covid-19”.

E foi mais longe ao acusar o comportamento da Prisa, “que incorreu em violações contratuais graves” que “manifestou expressamente a intenção de não cumprir o contrato, o que afetou irremediavelmente a relação de confiança entre as partes”.

A Cofina garante “que transmitiu igualmente à Prisa o entendimento de que, mesmo no caso de a declaração de resolução vir no futuro a ser entendida como ineficaz, a concretização da aquisição prevista no Contrato sempre dependeria da determinação final do valor da compensação devida à Cofina por força das referidas violações contratuais, a qual, nos termos gerais, deveria ser abatida ao preço contratualmente previsto”.

A Prisa reagiu à decisão ao garantir que ia tomar todas as medidas necessárias para que o negócio se concretizasse. 

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