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António Saraiva. “O desespero é mau conselheiro”

António Saraiva. “O desespero é mau conselheiro”

Sónia Peres Pinto 25/03/2020 19:48

CGTP alerta para atropelos nas empresas. “Muitas empresas estão a despedir trabalhadores sem justa causa e sem fundamento”, diz líder.

Para o presidente da CIP não há dúvidas: “O desespero é mau conselheiro”. A garantia foi dada por António Saraiva depois de uma reunião de concertação social no Palácio da Ajuda, que contou com a presença do primeiro-ministro e defendeu que as medidas que têm vindo a ser apresentadas “sejam rápidas” em termos de aplicação e que se deve exigir à União Europeia “confiança, união e solidariedade”.

O patrão dos patrões lembrou que já passaram duas semanas “praticamente com esta crise, há empresas fechadas, outras a reduzir substancialmente volumes de trabalho e para garantir emprego é necessário que haja medidas de entreajuda em que as medidas do Estado português e UE se conjuguem para salvar a economia e salvaguardar os empregos”, acrescentando que “ninguém quer despedir, mas acautelar o emprego”. 

Riscos

Com um discurso mais crítico esteve o presidente da Confederação do Comércio e Serviços de Portugal (CCP) ao garantir que há um “risco sério” de, no final de abril, existirem muitas empresas que não consigam pagar salários.

A entidade liderada por João Vieira Lopes lembra que no próximo mês, as vendas “serão nulas ou muitos reduzidas” e, como tal, pede mais agilidade para o acesso ao crédito e também maior clareza e celeridade na legislação do lay-off. 
Já para a nova líder da CGTP, apesar de considerar “importantes” as medidas que têm sido avançadas considera que do lado dos trabalhadores é necessário cuidados redobrados. “Os trabalhadores devem ter o seu rendimento total garantido, até para manter a economia a funcionar e para podermos depois recuperar desta situação muito difícil e os direitos têm de ser respeitados”.

Isabel Camarinha denunciou ainda que está a existir “um conjunto muito grande de ilegalidades e violações dos direitos dos trabalhadores”, considerando que “o momento que vivemos não pode servir de justificação”

E foi mais longe: “Muitas empresas estão a despedir trabalhadores sem justa causa e sem fundamento, estão a mandar os trabalhadores de férias, não respeitando o direito a férias, estão a alterar horários de trabalho, estão a a fazer com que trabalhem sem descanso semanal”.

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