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Vítor Rainho 23/03/2020
Vítor Rainho

vitor.rainho@newsplex.pt

Este mundo não é para velhos

Quem também não está, se é que alguma vez esteve, bem da cabeça é Bolsonaro, que diz que o coronavírus não passa de uma “gripezinha” e que os brasileiros devem fazer a sua vida normal. Este louco perigoso vê os seus amigos governadores de estado a fecharem fronteiras e a decretarem quarentena, contrariando as suas posições.

O mundo não andava nada bem e piorou muito com o coronavírus. Veja-se o caso do pequeno ditador Nicolás Maduro que, em mais um acesso de loucura, exortou as mulheres venezuelanas a terem seis filhos cada uma. Num país onde falta tudo, em que as mães que têm filhos fazem das tripas coração para colocar alguma comida na mesa, o homem que comanda os destinos venezuelanos pede filhos em barda. O homem não tem noção do ridículo nem tão-pouco vergonha. Com a pandemia a bater-lhe à porta, pede seis filhos por mulher? Não quererá pedir asilo a Cuba e deixar os venezuelanos em paz?

Quem também não está, se é que alguma vez esteve, bem da cabeça é Bolsonaro, que diz que o coronavírus não passa de uma “gripezinha” e que os brasileiros devem fazer a sua vida normal. Este louco perigoso vê os seus amigos governadores de estado a fecharem fronteiras e a decretarem quarentena, contrariando as suas posições.

Outro que continua com perturbações mentais é Donald Trump que, para negar a eficácia do respetivo Governo, ataca Barack Obama, dizendo que este não fez nada na última crise, provocada pela gripe das aves. Segundo ouvi dizer um conceituado especialista americano no programa televisivo GPS, é previsível que venha a morrer um milhão de americanos por causa da covid-19, mas Trump continua a sua cruzada contra os detratores.

Pode ser que a pandemia ponha um travão nos populistas perigosos e que as populações percebam que não é sensato deixar as suas vidas nas mãos de homens que estão muito próximo
da loucura.

Por cá, alguma coisa não bate certo. Ou estão a fazer-se poucos testes ou os números não batem com o que realmente se passa. Certo é que são cada vez mais os especialistas que dizem que depois deste período de quarentena vamos ser obrigados a ir para a rua – por grupos ou por zonas – fazer a nossa vida normal, para ficarmos infetados, criando depois imunidade ao vírus. Enquanto isso, as pessoas com mais probabilidades de morrerem se forem infetadas deverão continuar em isolamento. Este mundo não é para os velhos nem para os doentes...

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